A TAP prevê assegurar a totalidade dos voos programados a partir da terceira semana de julho, o que está dependente da entrega e da certificação de quatro novos aviões, adiantou à Lusa fonte oficial da companhia aérea.

O atraso na chegada de seis novos aviões – dois de longo curso e quatro de médio curso — obrigou a TAP a fretar aviões de outras companhias para assegurar os voos programados, o que nem sempre foi possível devido ao aumento da procura motivada pelo Mundial de Futebol no Brasil, explicou a mesma fonte.

Pelo novo planeamento das empresas, que estão a fazer um conjunto de adaptações aos aviões comprados a outras companhias aéreas, os quatro aparelhos em falta (dois já estão em operação) devem ser entregues até terça-feira, tendo posteriormente de obter certificação pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC).

“Os novos aviões estão a fazer muita falta”, adiantou fonte oficial da TAP, salientando que os atrasos no início da operação destes novos aparelhos são “alheios” à companhia portuguesa.

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Nas últimas semanas, em que o aumento da procura, habitual nesta época do ano, coincidiu com o lançamento de novas rotas e o reforço das existentes, a TAP terá cancelado uma média de três voos diários (em cerca de 350).

A TAP comunicou às agências de viagens os cancelamentos e os voos realizados por aviões fretados. Também os passageiros foram contatados, tendo-lhes sido dado a possibilidade de alterar a data da viagem, de receberem um ‘travel voucher’ ou de serem reembolsados.

Para responder ao aumento da oferta de voos, a TAP contratou 600 novos quadros nos últimos seis meses, dos quais 75% são tripulantes, acrescentou a fonte oficial da companhia liderada por Fernando Pinto.