O jornalista João Querido Manha deixou esta segunda-feira o cargo de diretor do diário desportivo “Record”, avança o Expresso. António Tadeia e o António Varela, os restantes membros da direção, também deverão sair do jornal.

De acordo com o Expresso, a informação já foi comunicada oficialmente pela administração da empresa aos restantes membros da direção. A nomeação da próxima direção deverá ser formalizada nos próximos dias.

João Querido Manha entrou na direção do Record em julho de 2013, em substituição de Alexandre Pais. A Cofina, proprietária do jornal, não esclareceu que motivos levaram à decisão.

Na sua página de Facebook, António Tadeia disse que “o dia de hoje foi um choque”. “Neste momento, que é de fragilidade e indignação, quero agradecer a todos os que tão bem me acolheram no que eu julgava ter sido um regresso a casa e tanto me ajudaram em dez meses (dez meses, caramba) de trabalho numa empreitada na qual acreditava firmemente”.

O Expresso lembra que, de acordo com o relatório semestral da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação, entre janeiro e junho deste ano, o “Record” apresentou uma média de vendas de 45.941 exemplares diários, o que representa uma quebra homóloga de 7,2% nas vendas do diário.

O concorrente “O Jogo” fechou o semestre com vendas de 21.124 exemplares por edição, um crescimento homólogo de 0,3%. O diário “A Bola” não é auditado pela APCT.

O Record não foi o único jornal a mudar de direção esta segunda-feira. Eduardo Oliveira e Silva, diretor do jornal i desde março de 2012, anunciou à redação que vai abandonar funções daqui a dois dias. Luís Rosa, actual diretor adjunto, ex-jornalista do Independente, Expresso e semanário Sol, deverá substitui-lo.