O presidente executivo da NOS criticou esta quarta-feira os apoios concedidos a outras empresas dentro do setor, numa cerimónia com o ministro da Economia.

“Não recorremos a benefícios, ajudas ou contributos por parte do Estado português ou de fundos comunitários”, referiu Miguel Almeida, presidente executivo da NOS.

“Não pedimos nem queremos tratamento privilegiado, mas interrogamo-nos se não será a altura de questionar se se justifica que outros continuem a ser [apoiados]”, criticou também, durante a inauguração do centro de convergência e supervisão da NOS, em Lisboa.

O gestor notou ainda que a operadora é, neste momento, “a única empresa neste setor [das telecomunicações] com centro de decisão em Portugal”.

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Já o ministro da Economia, Pires de Lima, não respondeu diretamente às críticas lançadas pelo presidente executivo da NOS, mas elogiou a operadora como “uma das empresas que estão a ajudar e vender Portugal de uma forma muito positiva junto dos investidores”.

Questionado pelos jornalistas após a cerimónia, o presidente executivo da NOS considerou ainda que “seria útil para toda a economia não haver desvirtuação da concorrência através de tratamentos diferenciados de empresas dentro do mesmo setor”, acrescentando que essa realidade “se tem feito sentir nos últimos anos”.

Questionado também sobre a importância de localização dos centros de decisão, o gestor comentou ainda que “seria um bocadinho ingénuo pensar que é a mesma coisa ter a capacidade de decidir sobre o local de investimento quando o centro de decisão está em Lisboa, em Portugal, ou não está”.

No início desta semana, os acionistas da Portugal Telecom (PT) aprovaram em Assembleia-Geral os novos termos da fusão da PT e da Oi, que incluem a redução da participação dos acionistas da PT.

O novo centro de convergência e supervisão da NOS envolveu um investimento de 4,5 milhões de euros e foi financiado exclusivamente por capitais da operadora, referiu também hoje Miguel Almeida.

O projeto está integrado num plano de investimentos de cerca de 1.000 milhões de anos ao longo dos próximos cinco anos, apresentado no início de 2014.

O novo centro vai ter uma equipa composta por mais de 100 pessoas e irá servir para supervisionar as diferentes infraestruturas da operadora, incluindo as redes fixa e móvel, como é o caso da fibra ótica e da rede de cabo da operadora.