Os exames nacionais do 9.º ano vão passar a ter duas fases de prova. Pelo menos, no ano letivo que agora se inicia. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou esta segunda-feira que “procedeu a um ajustamento do calendário das provas e da afixação de resultados do 3.º ciclo”, além de ter introduzido uma novidade para os exames do 4.º e 6.º anos — os alunos passarão a ter “um período de acompanhamento extraordinário” entre a primeira e segunda fase.

A tutela, através de um comunicado enviado às redações, explicou que esta medida pretende superar as “dificuldades detetadas” nos alunos e dotar-lhes de “uma nova oportunidade para recuperarem os resultados da sua aprendizagem”.

Esta ajuda extra, porém, não será obrigatória para o 9.º ano de escolaridade, devido à “idade e maturidade dos alunos”. Mas não fica excluída — a implementação, ou não, do período de estudo fica dependente da vontade de cada escola. Algo que o ministério liderado por Nuno Crato justifica com a “aposta na capacidade de cada escola tomar, no âmbito da sua autonomia, as opções que melhor se adaptem às características dos seus alunos”.

O MEC procedeu ainda à fixação das datas em que se realizarão os exames nacionais do 9.º ano: a 15 de junho realiza-se a prova de Português, seguida, a 17, pela disciplina de Português Língua Não Materna (PLNM), e por Matemática, a 19 de junho. Depois, na segunda fase, os exames das mesmas disciplinas decorrerão a 16, 17 e 20 de julho.

Quanto à fixação das notas, a tutela manteve as datas. Os resultados da 1.ª fase, portanto, serão divulgados a 9 de julho, enquanto as pautas da 2.ª fase serão afixadas a 4 de agosto.