Pelo menos 331 pessoas morreram na Ucrânia desde que o cessar-fogo foi anunciado, a 5 de setembro, segundo a informação avançada pelas Nações Unidas esta quarta-feira, citada no New York Times. A organização internacional também revelou que a troca de disparos com tanques e armas de fogo continua a acontecer numa base diária em regiões a leste de Donetsk e Luhansk.

Nos últimos seis meses, morreram pelo menos 3.660 pessoas no país, incluindo combatentes e civis. Os números foram avançados por Gianni Magazzeni, membro sénior do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que divulgou um relatório de 37 páginas onde diz que estes números são conservadores.

Os grupos de separatistas armados no leste da Ucrânia informaram as Nações Unidas de que existiam valas comuns que continham até 400 corpos, mas a organização internacional ainda não conseguiu investigar as alegações, devido à falta de segurança que se sente na região.

Apesar de o número de baixas ter diminuído desde o cessar-fogo que começou em setembro, os monitores das Nações Unidas afirmam que os separatistas “continuam a aterrorizar a população” com torturas, sequestros e mortes nas regiões que controlam. “Há um colapso total da lei e da ordem”, disse Gianni Magazzeni.

A organização também avançou que o cônsul honorário da Lituânia foi sequestrado e morto a 22 de agosto, mas o caso ainda está a ser investigado. As condições em que os civis vivem nas regiões que estão sob o conflito permanecem “precárias” e o número de desalojados já subiu para mais de 275 mil pessoas. As Nações Unidas estimam que o conflito já tenha desalojado mais de um milhão de ucranianos, incluindo mais de 800 mil pessoas que a Rússia autorizou a sair do país.