Pelo menos duas pessoas morreram nesta quinta-feira na Tunísia em vários incidentes violentos envolvendo forças de segurança e grupos designados pelas autoridades tunisinas como terroristas. Os confrontos, ocorridos em distintos locais do território tunisino, acontecem a poucos dias da realização de eleições legislativas naquele país, marcadas para domingo e consideradas cruciais para a estabilidade do país.

Em Kebili, no centro da Tunísia, a polícia deteve hoje de manhã dois “perigosos terroristas”, segundo afirmou o porta-voz do Ministério do Interior tunisino, Ali Larui, que precisou que estes dois elementos tinham matado algumas horas antes um vigilante noturno e planeavam um atentado, cujos pormenores são desconhecidos.

Quase à mesma hora, um contingente militar e policial cercou uma casa em Wed Ellil, na região de Manuba, a cerca de 10 quilómetros da capital, Tunes, onde estava refugiado um grupo de alegados terroristas. Durante os confrontos, um elemento da guarda nacional tunisina morreu. Esta operação aparentemente ainda não terminou, porque o grupo que ocupou a casa fez vários reféns, incluindo crianças.

Em outro incidente, dois soldados ficaram feridos durante um tiroteio com um grupo armado na zona fronteiriça com a Argélia, em Sidi Sakiet Yusef, na região de El Kef. No local também foi registada a explosão de uma mina.

Apesar destes incidentes, ocorridos a três dias da realização de eleições, as autoridades tunisinas informaram que não pensam encerrar as fronteiras do país, de forma a transmitir uma mensagem de normalidade.

O ministro do Interior tunisino, Lotfi Ben Yedu, já reconheceu que existem “ameaças terroristas” sobre o processo eleitoral, afirmando, no entanto, que isso não vai levar o governo de Tunes a encerrar fronteiras, nem a leste (com a Líbia) nem a oeste (com a Argélia), no dia de reflexão (sábado) e no dia da votação (domingo).