Inovação

Há 34 Tomis no metro de Lisboa. E nasceram em Viseu

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São 'outdoors' interativos que permitem informar quem visita e reside em Lisboa: como se deslocar, o que fazer ou onde ir. Com tecnologia portuguesa, a ambição da TomiWorld é global.

São 34 Tomis distribuídos pelas principais estações de metro de Lisboa, como a Baixa Chiado, Rossio ou Marquês de Pombal. E são uma inovação portuguesa: uma espécie de outdoor interativo com espaço para publicidade, agenda cultural, notícias, diretório de comércio e serviços e até para uma selfie.

Produzida pela TomiWorld, empresa de Viseu, a plataforma digital interativa chegou esta terça-feira à capital portuguesa, numa parceria com o Metropolitano de Lisboa e o operador de publicidade MOP, mas tem ambição global. O outdoor foi pensado para satisfazer as necessidades de informação das pessoas que vivem ou visitam a cidade, seguindo um critério de proximidade e com possibilidade de integração com o smartphone.

“Hoje, estamos aqui para inaugurar um sistema de informação que irá revolucionar a forma como as pessoas utilizam as nossas estações”, disse Luís Barroso, do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, garantindo que o investimento da empresa nos Tomis foi “nulo”. “Penso que este momento vai fazer história [no Metropolitano],” acrescentou.

O outdoor interativo, de utilização gratuita, apresenta informação sobre a cidade, os transportes públicos, pontos de interesse como restaurantes ou residenciais, eventos culturais que estão a decorrer na cidade e notícias locais. Na secção de transportes, por exemplo, basta introduzir o sítio para onde se quer dirigir e o Tomi indica os melhores itinerários, tendo em conta o tempo de duração, transportes a utilizar e o tipo de mobilidade em causa. Quem quiser pode enviar as informações por email ou partilhá-las nas redes sociais.

Percebi que não existia nenhum equipamento que tivesse esta função e que pudesse ser implementado em qualquer cidade do mundo”, explicou José Agostinho, presidente da TomiWorld ao Observador.

O empreendedor de 43 anos lançou a empresa há quatro e, juntamente com uma equipa que envolveu 50 pessoas, conseguiu desenvolver a tecnologia, patenteada, que acredita ser única no mundo. Qual é o modelo de negócio que permite a rentabilidade dos Tomis? A publicidade, em vídeo.

Tomi, mop, metro,

José Agostinho precisou de cinco anos de investigação para desenvolver a plataforma interativa

Tomis no resto do mundo? Talvez em 2015

A inauguração dos Tomis em Lisboa aconteceu esta terça-feira, mas no Norte do país já existiam alguns equipamentos disponíveis. Para estrangeiro, há várias negociações em curso, explica José Agostinho ao Observador, em países da América Latina, do Golfo Pérsico, algumas cidades europeias e nos Estados Unidos da América. O empreendedor espera ter novidades já em 2015.

Para avançar com o desenvolvimento dos Tomis foram necessários cinco anos de investigação e um investimento de 1,5 milhões de euros, obtidos junto da comunidade europeia e com capitais próprios. Foi preciso mais 1,5 milhões de euros para desenvolver os 34 Tomis de Lisboa. Se a plataforma for internacionalizada poderá ser necessário mais investimento para acelerar o processo, explica.

Não é a primeira vez que José Agostinho lança um negócio próprio. Aos 23 anos, o licenciado em Marketing lançou uma agência de publicidade, ainda em atividade, e, 20 anos depois, conta com quatro empresas no portefólio, todas ligadas à multimédia.

Vasco Perestrelo, presidente da MOP, explicou que já há algum tempo que queria que os outdoors de publicidade participassem na revolução digital da sociedade. Queria encontrar a tecnologia que fizesse a ponte entre o papel e o digital. Encontrou-a, por acaso, numa conferência nos Estados Unidos da América, e não precisava de ter voado para tão longe: a Tomi era portuguesa.

Estava a partir do pressuposto errado: que não existiam soluções tecnológicas cá para fazer o que queríamos. Andei a gastar dinheiro lá fora, em tudo o que era congressos e fui descobrir, também lá fora, através de um parceiro meu, uma empresa que estava a lançar um produto que casava muito bem com o que queríamos”, conta. Daí, contactou José Agostinho e avançaram para a parceria.

O digital mudou tudo. Quisemos encontrar uma forma de aproximar o digital ao papel e reinventar o nosso negócio”, disse, na apresentação desta terça-feira.

Para o presidente do Metropolitano de Lisboa, os Tomis são mais uma plataforma de contacto com os clientes, com um caráter “moderno e com um potencial de futuro. A parceria não envolveu custos, apenas a cedência do espaço.

“Também nos interessa dar conteúdos próprios e, agora, é um mundo novo que se abre. No futuro, podemos dar informação aos nossos clientes sobre alguma perturbação quer na rede da Carris quer na do Metropolitano, por exemplo. Também podemos dar recomendações de como está a decorrer o serviço da Carris lá fora, Tudo isto pode ser possível”, disse.

Em Lisboa, há Tomis nas seguintes estações de metro:

  • Colégio Militar
  • Jardim Zoológico
  • São Sebastião
  • Baixa Chiado
  • Restauradores
  • Terreiro do Paço
  • Santa Apolónia
  • Campo Grande
  • Cidade Universitária
  • Entrecampos
  • Campo Pequeno
  • Saldanha
  • Marquês Pombal
  • Rato
  • Cais do Sodré
  • Rossio
  • Alameda
  • Aeroporto
  • Oriente

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