O ministro da Educação e o secretário de Estado do Ensino Superior designaram João António de Sampaio Rodrigues Queiroz para o cargo de diretor-geral do Ensino Superior, de acordo com o comunicado enviado esta tarde às redações pelo Ministério da Educação e Ciência.

O Observador apurou que João Queiroz foi uma nomeação do ministro da Educação, uma vez que nenhum dos candidatos que concorreram, nas duas chamadas, ao procedimento concursal promovido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) respondeu ao requisito de mérito exigido.

João Queiroz é licenciado em Bioquímica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, mestre em Biotecnologia pelo Instituto Superior Técnico e doutorado em Química pela Universidade da Beira Interior. Em comunicado, o Ministério de Nuno Crato frisa a “vasta experiência académica” do novo diretor-geral do Ensino Superior. Professor Catedrático de Química da Universidade da Beira Interior desde 2003, João Queiroz foi reitor dessa mesma instituição entre 2009 e 2013, vice-reitor de 2004 a 2009 e pró-reitor de 2000 a 2004. Foi ainda membro da Comissão Executiva da Fundação das Universidades Portuguesas (2009 a 2014) e da Comissão Permanente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (2010 a 2013), tendo coordenado a comissão especializada “ação social” do CRUP.

A designação do novo diretor-geral produz efeitos a partir do dia 21 de novembro, por um período de cinco anos.

A saída do antigo diretor-geral do Ensino Superior, Vítor Magriço, foi noticiada no final de outubro e na altura, em resposta ao Diário de Notícias, o ministério explicou que Vítor Magriço “tinha pedido para sair há já alguns meses, por razões pessoais, e tinha ficado acordado que a exoneração seria assinada a seguir ao processo de acesso ao ensino superior estar concluído”. Vítor Magriço foi a terceira baixa em pouco mais de um mês na Educação. Antes dele saíram Mário Pereira, diretor-geral da Administração Escolar, na sequência dos erros na Bolsa de Contratação de Escola, e o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, por “motivos pessoais”, logo depois de o Público ter noticiado que o governante tinha cometido plágio numa apresentação há alguns anos atrás.