Rádio Observador

Governo

CDS vai defender regresso do feriado do 1º de dezembro a partir de 2016

1.082

Líder parlamentar anunciou que Paulo Portas vai apresentar moção para trazer de volta feriados suspensos em 2012. Decisão do partido vai ser tomada dia 13, em Conselho Nacional.

Portas vai apresentar proposta no Conselho Nacional do CDS

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Autores
  • Helena Pereira
  • Catarina Falcão

Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS, anunciou na segunda-feira à noite que o CDS vai defender a reposição do feriado do 1º de dezembro suspenso em 2012. Dentro de duas semanas, no seu próximo Conselho Nacional, o líder do partido vai apresentar uma proposta nesse sentido.

José Ribeiro e Castro, deputado do CDS e líder do movimento pela restauração do feriado de 1 de dezembro, disse, durante as comemorações organizadas pela Câmara Municipal, que não votaria em nenhum partido que “não se comprometesse a retomar” este feriado histórico. O líder parlamentar do partido, Nuno Magalhães, disse nessa mesma noite, no Frente-a-Frente da SIC Notícias, que o seu colega parlamentar terá “todas as condições para votar no CDS” nas próximas legislativas.

A informação já foi confirmada pelo Observador junto do líder da bancada parlamentar que considera que esta revisão é natural, pois a lei enuncia que a suspensão dos feriados seria “obrigatoriamente objeto de reavaliação num período não superior a cinco anos”. O deputado diz, assim, que não há qualquer quebra de entendimento na maioria já que este procedimento teria de acontecer.

A reposição do feriado do 1º de dezembro pode implicar a reposição de outro feriado civil pois isso foi objeto de negociação com a Igreja, que em 2012 acordou em retirar dois feriados religiosos do calendário só na condição de também serem abolidos dois civis. No entanto, esta alteração só terá efeito a partir de 2016 já que é difícil alterar em tão pouco tempo o calendário laboral para o próximo ano.

Magalhães disse na SIC Notícias saber “que o presidente do partido irá apresentar uma moção sobre essa matéria” no Conselho Nacional do CDS, que vai reunir-se em Elvas a 13 de dezembro. O líder da bancada do CDS lembrou que na altura em que os quatro feriados foram suspensos – Corpo de Deus, 5 de outubro, 1 de novembro e 1 de dezembro – o país tinha “uma autonomia muito limitada” e que ele próprio já tinha defendido, em declarações ao semanário Expresso, que a medida tinha “um caráter transitório”.

Contactado pelo Observador, Ribeiro e Castro diz que está em curso “uma profunda revisão da posição do partido” e que saúda esta mudança. No entanto, e mesmo com este avanço do seu partido, o antigo líder do CDS diz que vai continuar com a iniciativa legislativa dos cidadãos que tem corrido em paralelo com a atividade política do Movimento 1º de Dezembro, de modo a reivindicar o regresso deste feriado.

Notícia corrigida no lead com menção de apenas um feriado, o do 1º de dezembro.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Política Económica

“A embriaguez da vitória…”

Jorge Silveira Botelho

Se continuarmos embriagados com a política social de “panem et circenses”, na próxima crise vamos acabar por ficar sem passes, sem transportes e sem dinheiro para saúde, para justiça e para educação.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)