Pelo menos quatro pessoas morreram num ataque de um bombista suicida numa viatura armadilhada contra uma coluna da ONU perto do aeroporto da capital da Somália, anunciou a polícia.

“O bombista suicida infiltrou-se entre a segurança e veículos blindados da ONU e fez explodir a sua viatura, atingindo uma das viaturas da escolta”, disse o polícia Mohamed Liban.

O mesmo responsável indicou ter visto quatro cadáveres e disse que o número de vítimas podia aumentar.

O atentado ocorreu perto da entrada fortificada do aeroporto que dá acesso à zona de segurança onde estão instaladas as embaixadas na capital da Somália, palco de violência frequente, geralmente atribuída à milícia islâmica somali “shebab”.

Segundo informações preliminares, quatro veículos blindados da ONU transportavam pessoal para uma base das Nações Unidas.

A zona do aeroporto serve de acampamento a 22.000 homens da União Africana que lutam contra os shebab, conotados com ligações à Al-Qaïda.

O atentado de hoje não foi imediatamente reivindicado.

A milícia “shebab”, que em 2012 anunciou a sua adesão formal à Al-Qaida, luta pela instauração de um Estado islâmico na Somália.

O grupo extremista também ataca no vizinho Quénia, que enviou tropas para combater os insurgentes na Somália.

Na madrugada de terça-feira, um ataque do grupo provocou 36 mortos, em Koromei, a poucos quilómetros de Mandera, na fronteira com a Somália. Este ataque ocorreu pouco mais de uma semana depois da milícia islâmica ter assassinado 28 passageiros não muçulmanos de um autocarro, perto da mesma localidade.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o ataque no Quénia e exigiu que os autores sejam levados à justiça.

Na sequência do ataque, o presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, destituiu na terça-feira o ministro do Interior, Joseph Ole Lenku, e o chefe superior da polícia, David Kimaiyo.