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O ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, revelou ao Telegraph que vão ser enviados em janeiro “poucas centenas” de soldados britânicos para o Iraque, para dar formação às tropas iraquianas e curdas. Neste momento há 50 soldados britânicos no Iraque a darem treino às forças locais.

O anúncio do envio de soldados para o Iraque, o primeiro significativo desde que se retiraram as tropas do país há três anos, marca uma nova fase da guerra contra o Estado Islâmico e do envolvimento da Grã-Bretanha na luta contra os jihadistas no Iraque e na Síria.

Nos últimos meses a Força Aérea Real britânica tem levado a cabo vários ataques aéreos contra o Estado Islâmico, só sendo ultrapassada pelos Estados Unidos. Mas esses ataques aéreos têm forçado o Estado Islâmico a mudar de tática, mantendo-se quieto nas cidades. Por isso mesmo estão agora a ser acelerados os meios para avançar com a guerra terrestre.

“Eles estão cada vez mais afastados, em cidades e aldeias. Isso significa que têm de ser erradicados por tropas terrestres”, explicou o ministro da Defesa, acrescentando que tal tem de ser feito por um exército próprio e experiente. Mas como as forças iraquianas não têm o treino, o equipamento e especialistas que precisa para derrotar os jihadistas, os soldados britânicos vão para lá dar formação a partir de janeiro.

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Basicamente, estes soldados vão dar formação em termos de técnicas de eliminação de bombas, por exemplo, adquiridas com largos anos de experiência no Afeganistão. “O nosso papel agora, além dos ataques aéreos, está cada vez mais vai ser em formação”, disse ele. Em particular, isso significa lidar com carro e caminhão bombas e dispositivos de beira de estrada, bem como habilidades básicas de infantaria.

Ainda sem números precisos, o ministro revelou que serão poucas centenas de soldados e que ficarão instalados em quatro “áreas de segurança”, uma em território curdo e os outros três mais perto de Bagdade.

Portugal também vai treinar militares iraquianos

Não são só os soldados britânicos que vão dar formação no Iraque. Segundo a edição deste sábado do Público, também militares portugueses – menos de uma centena, de acordo com o diário – vão participar em ações de formação e treino da tropa iraquiana. Este tema, que decorre da nova fase da política portuguesa face às atividades do jihadismo, estará em cima da mesa na reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional na terça-feira e a decisão surge depois da reunião da coligação internacional contra o EI, realizada no início de dezembro em Bruxelas.

Essa encontro, de âmbito político e diplomático, reuniu os 60 estados-membros da coligação. Depois dessa reunião, também o general norte-americano James Terry revelou recentemente que os Estados Unidos vão enviar mais 1.500 soldados para o Iraque para darem formação.