O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) vai passar a partir de segunda-feira a funcionar no Tribunal de Polícia, no Palácio de Justiça, disse à Lusa fonte do gabinete do secretário de Estado da Justiça.

A mesma fonte adiantou que a transferência de processos do TCIC para as novas instalações, que serão provisórias, já está a decorrer, prevendo-se que esteja concluída antes de segunda-feira.

O TCIC, cujas instalações funcionam no Campus de Justiça, ocupa-se dos casos relacionados com a criminalidade mais grave, organizada e complexa, designadamente os crimes económicos-financeiros, e tem dois juízes de instrução: Carlos Alexandre e João Bártolo.

Entre os processos que passaram pelo denominado “ticão” constam os casos Portucale, contrapartidas dos submarinos, Face Oculta e, mais recentemente, os inquéritos dos vistos ‘gold’ e da “Operação Marquês”, que levou à detenção preventiva de José Sócrates.

O jornal Público adianta que a mudança é feita por questões de segurança de maneira a que a comunicação social deixe de conseguir registar o momento de inquirição das testemunhas, acrescentando ainda que já era vontade do juiz Carlos Alexandre fazer esta mudança há algum tempo e que inclusive a polícia estaria a ponderar aumentar a segurança do magistrado.

O mesmo jornal adianta que a mudança efetiva deverá ser para a Rua Gomes Freire para um edifício deixado vago pela PJ, cujas obras de requalificação serão feitas e pagas pelo proprietário, um privado, e cujos valores devem atingir os 450 mil euros. O diário Público conclui com a informação de que a transferência permitirá poupar 60 mil euros ao Estado.