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Trinta por cento da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Sporting já é detida pela Holdimo. Ou, para sermos precisos, 29,850%. Os leões anunciaram que, “mediante a incorporação de crédito”, a empresa angolana passou a deter uma fatia do capital social da SAD. A operação, aprovada em julho de 2013 pelos sócios do clube — inserida na reestruturação planeada pela administração de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting –, serve para converter um crédito de 20 milhões de euros que a Holdimo detinha.

Ou seja, para liquidar uma dívida. A operação, realizada a 21 de novembro e confirmada, esta quarta-feira, em comunicado enviado à Comissão de Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), também aumenta o capital social da SAD leonina, de 47 para 67 milhões de euros. Como? “Mediante a incorporação de um crédito de igual montante [20 milhões] detido pela sociedade anónima com a firma Holdimo – Participações e Investimentos, SA.”, lê-se, no documento.

A Holdimo é uma sociedade detida por vários empresários angolanos. Entre eles está Álvaro Sobrinho, dono da Newshold, empresa que controla a Cofina, grupo que, por sua vez, detém publicações como o Jornal de Negócios, o Correio da Manhã ou o desportivo Record.

A conversão da dívida que a SAD detinha com a Holdimo, aliás, já tinha permitido ao Sporting reaver percentagens de direitos económicos de 20 jogadores: Betinho (45%), Carlos Mané (40%), Cédric Soares (25%), Ricardo Esgaio (25%), Wilson Eduardo (25%), Adrien Silva (20%), Tobias Figueiredo (20%), Mica Pinto (20%), Nuno Reis (20%), Zezinho (20%), Matheus Pereira (20%), Filipe Chaby (20%), Fábio Martins (20%), Iuri Medeiros (20%), Jeffrén (20%), Cristian Ponde (20%), João Mário (15%), Diego Capel (15%) e Marcelo Boeck (15%).

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