Sessenta jornalistas morreram em 2014 por motivos relacionados com o exercício da profissão. Os números, nos quais não consta nenhum português, foram publicados pelo Comité de Proteção dos Jornalistas (CPJ), que contabilizou apenas aqueles nos quais foi registada ligação direta entre o exercício da profissão e a causa da morte. No site da CPJ é possível ler todos os nomes daqueles que perderam a vida para contar uma história ou informar, assim como os seus perfis e histórico profissional.

A Síria é, de longe, o país mais perigoso para os jornalistas, se falarmos apenas da taxa de mortalidade: 17 mortes no último ano. A Ucrânia é o único país europeu na lista de 21 locais marcados com vítimas mortais — registou cinco mortes. O Brasil, o país “mais próximo” de Portugal, perdeu dois jornalistas que trabalhavam no Panorama Regional e Bandeirantes.

Segundo o comité, 43% das vítimas mortais resultaram de assassinatos, enquanto 38% foi apanhado em fogo cruzado em palcos de guerra. A maioria das vítimas cobria temas como política (68%), guerra (60%) e Direitos Humanos (55%). Num segundo e terceiro patamar estão aqueles que tratavam crime (17%), corrupção (13%) e cultura (5%). Vinte e dois por cento dos 60 jornalistas mortos erafreelancer; 92% eram homens. De acordo com o Comité de Proteção dos Jornalistas, 96% dos casos ficaram impunes judicialmente.

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Uma segunda lista dá ainda conta da morte de mais 18 jornalistas em 2014, que só não se juntam ao número acima referido porque o CPJ não conseguiu confirmar a relação direta entre a causa da morte e o trabalho de jornalista.