A Comissão de Trabalhadores da TAP Portugal entregou nesta quarta-feira no parlamento a petição “Manifesto contra a privatização da TAP” que recolheu seis mil assinaturas e que vai ser apreciada pelos deputados. O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) da TAP, Vítor Baeta, depois de ter entregado o documento à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, disse aos jornalistas ter ainda esperança num recuo do Governo sobre a privatização da empresa. “Se a coisa [privatização] fosse muito fácil, já tinha sido feita”, afirmou Vitor Baeta, salientando a “falta de transparência” do processo de venda da transportadora aérea.

Sobre o caderno de encargos da TAP, o coordenador da CT criticou a promessa do Governo de fazer chegar o documento aos trabalhadores, explicando que não têm conhecimento “nem do caderno de encargos de 2012”.

O Governo decidiu relançar a privatização da TAP perto do final de 2014, um processo que será concluído em meados de 2015 e que dividiu o protagonismo na empresa com as perturbações durante o verão e as greves.

Quase dois anos após ter decidido suspender a venda da companhia aérea e com o calendário apertado com a aproximação do final do mandato, o Executivo decidiu retomar o processo, mas desta vez com um modelo que prevê a alienação de um máximo de 66% do capital do grupo TAP, deixando para já o restante capital nas mãos do Estado.