O exército sírio resgatou, nos últimos dias, mais de duas mil pessoas da região de Ghouta oriental, perto de Damasco, onde a população está cercada pela forças do regime há dois anos, indicou hoje a agência oficial da Síria. Também o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou que mais de mil pessoas, incluindo dezenas de rebeldes, foram retiradas desta região.

Segundo o OSDH, as pessoas que vivem nesta zona cercada há dois anos pelas forças governamentais enfrentam faltam de alimentos e medicamentos. “Unidades do exército resgataram mais de 2.100 pessoas de Ghouta oriental”, informou a agência oficial de notícias Sana, que transmitiu imagens de mulheres, crianças e idosos visivelmente afetados pela falta de frio e alimentos.

Durante o resgaste, a população da principal cidade de Ghouta juntou-se ao exército para “fugir das organizações terroristas que usam as pessoas como escudos humanos”, adianta a agência de notícias. Segundo a agência oficial, as pessoas resgatadas foram transportadas para um local de alojamento nos subúrbios de Qoudsaya, a noroeste da capital da Síria.

Uma fonte militar síria disse ainda que, durante quatro dias, mais de duas mil pessoas foram saindo gradualmente desta região e juntaram-se ao exército devido “a todas as formas de chantagem e perseguição a que estão sujeitas por parte dos terroristas”.