A zarzuela, com encenação de José Carlos Plaza, estreada em novembro na capital espanhola, é apresentada no palco lírico lisboeta, sob a direção musical de Rui Pinheiro, e está nomeada na categoria “Produção Redescoberta”, dos Prémios Internacionais de Ópera, a atribuir a 26 de abril, em Londres.

Nesta categoria estão também nomeados, entre outros, “Les Martyrs”, de Donizetti, pela Opera Rara, “Aureliano in Palmira”, de Rossini, do Festival de Ópera Rossini, em Pesaro, Itália, e “Les Barbares”, de Saint-Saens, pelo Teatro de Ópera de de St. Étienne, em França.

Em nota à imprensa, o TNSC afirma que esta “zarzuela foi composta em 1854, por Francisco Asenjo Barbieri, com libreto de Francisco Camprodón, baseado no texto da autoria de Eugène Scribe e de Vernoy de Saint-Georges, utilizado na ópera homónima do compositor Daniel-François Auber”.

Segundo a mesma fonte, o enredo “apresenta todos os ingredientes dramáticos que cativavam, em larga medida, o público espanhol da segunda metade do século XIX”.

A ação dramática decorre em 1777, em Portugal, “depois do reinado de D. José [e] podemos assistir a disfarces de personalidade, segredos, aventuras, poder, amor, momentos cómicos, cenários com ruínas e montanhas”.

“O desenrolar da ação permite também, sobretudo com o final, reter uma certa moralidade assente na boa vontade e bondade da monarquia e da aristocracia para com os seus súbditos”.

Barbieri, segundo o TNSC, “apresenta os recursos de época, numa orquestração rica que integra diferentes elementos musicais, que vão da influência da ópera italiana, em particular de Bellini e Donizetti, até outros normalmente identificados com o universo da opereta e da zarzuela, como a utilização de danças variadas, e referências nacionalistas espanholas”.

A zarzuela, interpretada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do TNSC, é protagonizada por Sonia de Munck e conta, no elenco, com Ricardo Muñiz, Cristina Faus, Carlos Cosías, Gerardo Bullon, Francisco Santiago, Joseba Pinela, Xabi Montesinos, Antonio Gomiz, Joaquín Mancera, Raimundo Cosme e Pedro Loureiro.