Morreram quatro pessoas em acidentes em passagens de nível no ano passado. Segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Refer (Rede Ferroviária Nacional), este é o número mais baixo de acidentes mortais desde 2011, ano em que também se registaram quatro óbitos, então o valor mais mais desde pelo menos 1999.

Registaram-se ainda 26 acidentes em passagens de nível em 2014, confirmando a tendência de descida verificada nos últimos anos. Ainda assim, alerta a Refer, 62% dos acidentes ocorreram em passagens de nível com proteção ativa (sinalização ou guardas), o que denota “um claro desrespeito pena sinalização em presença”, refere a empresa.

Em 2013, tinham ocorrido 27 acidentes da qual resultaram 10 vítimas mortais. Para a melhoria dos níveis de segurança tem contribuído de forma decisiva a supressão de passagens de nível (PN). No ano passado foram eliminadas 15 PN, tendo sido melhoradas as condições de segurança em outras 30, designadamente através da automatização.

A Refer investiu cinco milhões de euros na melhoria da segurança das PN, com especial incidência em intervenções nas linhas ferroviárias do Algarve, Oeste e Minho. A rede ferroviária portuguesa conta atualmente com 856 PN, das quais pouco mais de metade tem proteção ativa (sinalização automática ou vigilância humana). Em 1999, existiam quase 2500 passagens de nível.

Os 26 acidentes registados em 2014 afetaram 198 comboios, tendo resultado em atrasos acumulados de 5794 minutos.