“Eu conheço o argumento usado por alguns de que é injusto para países como os Estados Unidos pedirem às nações em desenvolvimento e às economias emergentes, como a Índia, que reduzam a sua dependência dos mesmos combustíveis fósseis que ajudaram a alimentar o nosso crescimento por mais de um século”, afirmou Barack Obama em Nova Deli, no último de três dias de visita à Índia.

Mas, ressalvou, “a verdade é que, mesmo que países como os Estados Unidos cortem as emissões, não teremos hipótese contra as alterações climáticas se países em desenvolvimento como a Índia — com crescentes necessidades energéticas — também não aderirem a fontes mais limpas”.

A Índia tem evitado avançar com um compromisso relativamente a cortes significativos nas emissões antes da cimeira do clima da ONU, a ter lugar em Paris, em dezembro, argumentando que não vai definir para si própria metas passíveis de minar os esforços de acabar com a pobreza. Neste sentido, Obama, cuja visita à Índia foi projetada para consolidar o que o próprio Presidente norte-americano designou de uma parceria do século XXI, realçou que parceiros também partilham responsabilidades.

“Sermos parceiros globais também significa enfrentar o desafio global das alterações climáticas”, disse o Presidente norte-americano. “Com a crescente subida do nível do mar, o degelo nos Himalaias, um maior número de chuvas de monção imprevisíveis e com os ciclones a tornarem-se mais fortes poucos serão os países que ver-se-ão mais afetados do que a Índia”, frisou.