Em comunicado, a associação representativa das maiores petrolíferas informou que “o controlo metrológico legal dos instrumentos de medição é da competência do Instituto Português de Qualidade, sendo as aferições realizadas anualmente por empresas por ele qualificadas, havendo nessa altura lugar à colocação de um selo em lugar bem visível pelos consumidores, bem como uma selagem física dos próprios contadores dos instrumentos de medição, o que garante a deteção de qualquer eventual violação”.

Este esclarecimento surge um dia depois de o presidente da Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis (ENMC), Paulo Carmona, ter anunciado no parlamento que a partir de março o organismo vai “inspecionar as quantidades vendidas nos postos de abastecimento, no sentido de assegurar que os valores dos contadores coincidem com os abastecimentos”.

“De uma forma simplista é chegar lá com um bidão de 20 litros certificado, encher o bidão e verificar que o que está no contador é mesmo 20 litros”, explicou na terça-feira Paulo Carmona na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas.

Em resposta à deputada do PS Hortense Martins, que questionou as missões da entidade criada pelo atual Governo para substituir a EGREP, Paulo Carmona defendeu que “é necessário assegurar ao consumidor que o Estado se preocupa com a quantidade e com a qualidade vendida”, porque “o que preocupa o povo português não é só o preço”.