O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que se mantém firme com os seus compromissos eleitorais, depois de uma reunião de crise com a sua equipa económica, divulgou este sábado a agência de notícias espanhola EFE.

A reunião terá acontecido para avaliar a visita a Atenas do presidente do parlamento europeu, Martin Schulz, e do líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

O presidente do Parlamento Europeu deslocou-se a Atenas na quinta-feira e Dijsselbloem esteve no país na sexta-feira.

Segundo fontes governamentais, citadas pela imprensa grega, Tsipras confirmou que o Governo mantém a intenção de renegociar o plano de resgate e as condições da dívida com a troika (Comissão Europeia/CE, Banco Central Europeu/BCE e o Fundo Monetário Internacional/FMI).

“Os meus predecessores fizeram outras coisas depois das eleições. Perderam o apoio do povo e caíram. Creio que tenho de ser fiel e coerente com os meus compromissos”, disse Tsipras durante o encontro que manteve na sexta-feira com o ministro das Finanças, Ianis Varufakis, e o vice-primeiro-ministro, Ianis Dragasakis.

Segundo estas mesmas fontes, o primeiro-ministro haveria mostrado a sua determinação de aplicar, apesar das pressões, o chamado “Programa de Salónica”, um plano de medidas para ajudar os mais necessitados e reativar a economia.

“Desejamos um bom jantar à senhora Merkel, mas não se vai comer o povo grego. Não se serve o povo grego ao jantar”, assegurou aos media gregos o ministro de Estado, Nikos Pappás, em referência ao jantar de sexta-feira entre a chanceler alemã, Angela Merkel, o Presidente francês, François Hollande, e Martin Schulz, para avaliarem a situação grega.

A visita de Dijsselbloem deixou um grande mal-estar para o chefe do Eurogrupo, como ele mesmo deixou transparecer no final da reunião com Varufakis, de quem se despediu com uma breve saudação e visivelmente contrariado pelas últimas declarações do governante grego.

O ministro das Finanças grego mostrou a Dijsselbloem que o Governo não reconhece a troika de credores como um organismo legítimo para renegociar o programa de resgate do país.

O Governo grego anunciou que seguirá adiante com a paralisação do plano de privatizações das entidades públicas, como as companhias de eletricidade, iniciado pelo anterior Executivo, e na sexta-feira deu ordens para dissolver a empresa encarregada de gerir este programa de privatizações (conhecida como Taiped).