O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, afirmou esta terça-feira que a dívida portuguesa vai iniciar em 2015 “uma trajetória descendente”, considerando que o rácio sobre o PIB “cairá vários pontos” este ano.

“Portugal terá em 2015 uma trajetória descendente na dívida pública, que cairá vários pontos”, disse esta terça-feira Paulo Portas numa conferência organizada pela revista britânica ‘The Economist’, que decorre num hotel em Cascais, acrescentando que o rácio da dívida sobre o Produto Interno Bruto (PIB) “caiu com algum significado no último trimestre de 2014”.

“Estamos numa trajetória positiva”, disse Portas, lembrando que Portugal teve “um sério problema de dívida e défice em 2011, reconhecido demasiado tarde”, atravessando depois “um período muito duro de crise e recessão”. Os “anos de chumbo”, disse, “ficaram claramente lá para trás”.

Para o vice-primeiro-ministro, “Portugal aproveitou uma crise que foi significativa e dolorosa para fazer reformas e tomar medidas que preparassem melhor o país para uma economia global muito exigente”. E que reformas foram essas? Um exemplo: “Portugal mudou significativamente, com o acordo dos parceiros laborais, a sua legislação laboral, para tornar mais atrativo para o investimento.” E outro, também nas palavras de Paulo Portas: “Tratámos de um problema muito sério que impedia a mobilidade social com a melhoria da legislação do arrendamento”. E um último: “Fizemos uma reforma pragmática, não ideológica, sobre os impostos das empresas”.

Sobre o tempo que vem, ficaram promessas de que o esforço de mudar a economia não vai parar. Desde logo com as privatizações e concessões, que vão avançar ainda nesta legislatura na área dos transportes.