O presidente da TAP defende que a oferta ganhadora da privatização proporciona todas “as condições para ter confiança no futuro, pois o consórcio Gateway, escolhido pelo governo, garante a ligação a um grupo importante de investidores com larga experiência no negocio da aviação comercial, bem como a um grupo português de grande relevo e solidez na área dos transportes”.

Mas nesta mensagem enviada aos trabalhadores da TAP, Fernando Pinto avisa que a empresa vai entrar “num período de transição – que será para todos nós um grande desafio e que exigirá enorme esforço e empenho da nossa parte – até se concretizar a entrada em pleno do novo detentor da maioria do capital da empresa”. E isso só poderá acontecer, assinala, depois de concluídos dos passos formais do processo, em Portugal e a nível internacional.

O gestor não o diz explicitamente, mas estará a referir-se ao plano de ajustamento que foi preparado para responder aos efeitos da greve de dias dos pilotos em maio e que prevê um corte nos custos, para responder à fragilidade da tesouraria.

Nesta mensagem, o gestor que chegou há 15 anos para privatizar a TAP, diz que data da decisão de vender 66% do capital “ficará na história da companhia, pois marca o termo do período de quatro décadas em que a empresa foi exclusivamente detida pelo Estado, assinalando, em simultâneo, o início de um novo ciclo na sua atividade”.

Fernando Pinto defende a via da privatização, argumentando que no quadro de forte exigência e competitividade, “seria cada vez mais difícil a TAP continuar a expandir-se e ir mais além do que conseguiu fazer nos últimos 15 anos devido aos atuais constrangimentos de meios financeiros e de recursos”.

Apelando à motivação e mobilização dos trabalhadores, o gestor diz que os sinais até agora recebidos do consórcio de David Neeleman e Humberto Pedrosa “são muito positivos” porque apontam, no essencial, para o respeito pela história da TAP e a salvaguarda dos seus valores, ao nível dos clientes e trabalhadores, e ainda para o fortalecimento do hub em Portela.