A 20 de setembro de 2014, Emma Watson quebrava o gelo ao fazer um discurso emocionante que dividiu o mundo. Durante pouco mais de dez minutos, a britânica falou sobre o que considera ser importante na atual sociedade e assumiu-se feminista — foi um abrir as portas para o feminismo em Hollywood.

À data, a atriz que dá vida à personagem Arya Stark na série A Guerra dos Tronos confessou não se rever nas palavras da colega de profissão, o que gerou algum burburinho na imprensa internacional. Mas, meses depois, é a vez de Maisie Williams dar voz a palavras com um registo muito semelhante.

Williams, de apenas 18 anos, falou em Nova Iorque contra as imposições da sociedade, a qual teima em “dizer às raparigas o que podem ou não fazer”. O discurso da jovem atriz é um quebrar de estereótipos, um incentivo à liberdade e individualidade das raparigas e à celebração das suas muitas qualidades e talentos, sem quaisquer limitações.

“O julgamento e as expectativas limitam a nossa criatividade. Imaginem que fazíamos explodir todas essas caixas [estereótipos] e que quebrávamos todas aquelas limitações ridículas. Poderíamos pensar na puberdade como um tempo em que, em vez de perdermos toda a nossa confiança, poderíamos reuni-la. Uma altura em que podemos ser realmente nós próprias”, disse Maisie, citada pelo Telegraph. Mas a atriz não se ficou por aqui:

“Como atriz, o meu trabalho é transformar-me noutra pessoa. Claro que trago a minha perspetiva e experiência para os meus papéis (…) Tenho de esquecer as ideias preconcebidas de quem eu acho que aquela pessoa é ou de como acho que ela devia agir (…) tenho escritores, realizadores, atores, amigos, família com ideias muito fortes sobre quem sou ou quem deveria ser”.

À semelhança da personagem destemida que interpreta na série que já cativou meio mundo, A Guerra dos Tronos, Maisie mostrou-se sem papas na língua e defendeu que o mundo está “desesperado” por líderes masculinos e femininos, pedindo ainda que as raparigas ganhem o hábito de se defenderem umas às outras.

O discurso em questão não veio ao acaso e tem raízes mais fundas. Aconteceu em Nova Iorque, no início da semana, durante o lançamento de uma nova campanha — #likeagirl. O momento coincidiu ainda com a divulgação de um novo anúncio que ambiciona pôr fim aos limites de género. Durante cerca de três minutos, jovens raparigas falam sobre como frequentemente lhes dizem o que podem ou não fazer por serem… raparigas.

https://www.youtube.com/watch?v=VhB3l1gCz2E