O Nangka, o 11.º tufão da temporada, tocou terra às 23h00 de quinta-feira (15h00 de quinta-feira em Lisboa) perto do cabo Muroto, na ilha de Shikoku, no sul do país, e deslocou-se em direção a noroeste, transportando fortes chuvas e ventos de mais de 160 quilómetros por hora.

As autoridades locais emitiram ordens de evacuação em cinco prefeituras do sul, oeste e centro do Japão, face ao risco de inundações e deslizamentos de terras, instando à retirada de cerca de 350 mil pessoas.

Depois de na véspera ter forçado o cancelamento de mais de 200 voos nacionais e internacionais, as duas principais transportadoras japonesas — Japan Airlines (JAL) e All Nippon Airways (ANA) — suspenderam hoje aproximadamente 180 ligações com partida ou chegada previstas para o oeste e sul do Japão.

A operadora ferroviária Shikoku Railway também suspendeu hoje todos os serviços, ao mesmo tempo que a West Japan Railway manteve encerradas também a maioria das suas ligações locais. As ligações de ‘ferry’ no Mar Interior do Japão também foram suspensas e troços de autoestradas encerrados devido ao forte tufão.

Às 10h00 locais (02h00 em Lisboa) o Nangka encontrava-se mais debilitado, a norte da prefeitura de Okayama (oeste) e dirigia-se, a uma velocidade de 20 quilómetros por hora, ao Mar do Japão, onde a Agência Meteorológica do Japão advertiu para a ocorrência de fortes chuvas e ventos.