Fernando Henriques, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), manifestou-se confiante à agência Lusa de que a paralisação vai ser ratificada e muito participada. “Depois dos contactos que fizemos esta semana com os trabalhadores, acredito que o plenário vai ratificar a greve e que esta vai ter uma forte adesão”, disse.

Segundo o sindicalista, a greve deverá afetar a assistência em terra nos aeroportos portugueses, apesar dos serviços mínimos que foram definidos, o que deverá levar ao cancelamento e ao atraso nos voos.

Os trabalhadores da SPdH – Serviços Portugueses de Handling (Groundforce Portugal) contestam a “postura de desrespeito” da empresa de assistência em terra e reivindicam a revisão dos horários de trabalho e dos salários e o fim da precariedade laboral. Fernando Henriques salientou “o uso e abuso de horários penalizadores, a utilização abusiva de trocas de horário e a proliferação da precariedade, com centenas de trabalhadores temporários e falsos prestadores de serviços”.

A empresa de assistência nos aeroportos é detida em 49,9% pela TAP e em 50,1% pela Urbanos.

Os trabalhadores da Groundforce estiveram em greve do dia 31 de julho. Segundo o SITAVA, a greve deste fim de semana abrange também os trabalhadores das cinco empresas de trabalho temporário que prestam serviço de handling – Adecco, Cross Staff, Multitempo, Inflight Solutions e RH Mais.