Os logótipos são os principais símbolos das marcas e escolher uma imagem que seja a cara de uma empresa requer cuidado. A lista com os logótipos mais polémicos das últimas décadas foi feita pela BBC. Confira abaixo uma seleção com algumas das maiores polémicas envolvendo logótipos de marcas e de eventos.

1. Procter & Gamble e as acusações de satanismo

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A Procter & Gamble é uma multinacional americana, fundada em 1837. O seu logótipo da marca, muitas vezes chamado de “homem na lua”, foi criado em 1851 e viria a dar muito que falar mais de cem anos depois.

Os primeiros rumores polémicos sobre a imagem começaram a surgir nos anos 1980. Estes sugeriam que os caracóis existentes na barba e no cabelo da figura em causa “escondiam” dois chifres e um número invertido: 666. Isso mesmo, o “número da besta”, associado ao anticristo e aos cultos satânicos.

A empresa foi alvo de diversos rumores. Um deles sugeria que o presidente da Procter & Gamble dissera, num talk-show, que grande parte dos lucros da empresa tinham sido doados à Igreja de Satanás. Em 1991, a empresa cederia mesmo à polémica, acabando por remover os caracóis que tanta polémica causaram.

Mas o assunto não ficaria por aqui: em 2007 a Procter & Gamble ganhou um processo jurídico que lhe valeu mais de 16 milhões de dólares. A razão deveu-se às acusações de uma empresa rival, a Amway, que espalhara novos rumores ligando a Procter & Gamble a cultos satânicos.

2. Os London Rippers e Jack, o Estripador

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A equipa de beisebol canadiana London Rippers foi fundada em 2007 e deixou de existir em 2012, mas nem o facto de só ter durado cinco anos a livrou de se ver envolta em polémica. O nome de escolha da equipa, associado ao logótipo, provocou uma polémica acesa.

Muitos consideraram que quer o nome quer a figura, presente no logótipo da equipa, estavam directamente relacionados com o serial killer Jack, o Estripador (em inglês Jack, the Ripper).

A directora executiva do London Abused Women’s Center, por exemplo, não teve dúvidas em classificar a escolha do nome e da imagem como “insultuosa e estúpida”, deixando ainda um conselho à equipa: “Repensar toda a estratégia de marketing”.

Os London Rippers defenderam-se, rejeitando que a figura estivesse relacionada com o conhecido serial killer londrino. Mas das acusações já não se livraram.

3. Os Jogos Olímpicos de 2012 e a conspiração pró-Israel

Stanley Chou/Getty Images

Créditos: Stanley Chou/Getty Images

O logótipo dos Jogos Olímpicos de 2012 também não ficou isento de polémica. Os organizadores receberam, inclusivamente, uma reclamação oficial do Irão, que ameaçou boicotar os jogos se o logótipo em causa não fosse alterado.

Para o Irão, os números incluídos na imagem formavam a palavra “Zion”, no que seria uma referência implícita a uma posição pró-israelita.

Mas o símbolo foi também relacionado com outras coisas: houve quem afirmasse ver nele a imagem de uma suástica,e ainda quem encontrasse no logotipo uma figura da série americana “Os Simpsons” em pleno acto sexual. Imaginação não faltou, portanto – ainda que seja discutível que a imagem justificasse uma polémica tão acesa.

4. Corsair Gaming e as “Tramp Stamps”

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A empresa de videojogos norte-americana Corsair Gaming lançou um novo logótipo em setembro de 2014. Mas não duraria muito: menos de um ano mais tarde seria retirado pela própria empresa.

O motivo foi a suposta ligação entre a imagem e as “Tramp Stamps”, um pejorativo termo inglês para as tatuagens que são feitas no fundo das costas. O termo, numa tradução portuguesa, soaria a algo como “a marca das vadias”.

A aposta da Corsair levou a que alguns utilizadores de videojogos se insurgissem online, criando até uma petição para que a empresa removesse um logótipo que muitos consideraram desvalorizar as mulheres. Em junho de 2015 a Corsair reverteria a sua decisão e deixaria de usar o logótipo de vez.

5. A IHOP e um sorriso… pouco amigável

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A IHOP é uma multinacional americana que se dedica ao fabrico e venda de panquecas, entre outros produtos alimentares. Mas, quando a IHOP tentou juntar ao seu logótipo inicial um “sorriso”, como o que se pode ver na imagem, que atestasse a satisfação dos clientes, o efeito pretendido foi… o contrário.

O sorriso introduzido pela IHOP era, para muitos, bem mais perturbador que amigável. Um dos mais críticos foi o colaborador da Fast Co Design, Mark Wilson, que descreveu a figura como semelhante a “um palhaço que parece estar prestes a se tornar um psicopata”.