Três meses depois da morte do leão Cecil, provocada por um dentista americano e que chocou o mundo, agora é a vez de um elefante cair por terra. Mas este não era um elefante qualquer. E já está a criar polémica.

Este era um dos maiores elefantes em África.  Teria entre 40 e 60 anos e só os dentes pesariam mais de 50 quilos e vivia no Parque Nacional de Gonarezhou no Zimbabwe, local onde foi morto. Mas nunca fora visto nessa região – até agora. Ou seja, até à publicação de uma fotografia, tirada pouco tempo depois da morte do animal, onde um caçador furtivo alemão aparece a posar junto ao enorme animal. Pensa-se que este foi o maior elefante morto em mais de 30 anos.

https://twitter.com/Affinitylife/status/654784716629893121

Como conta o Telegraph, o animal foi morto no dia 8 de outubro, durante uma caçada privada junto a Gonarezhou por um caçador que pagou qualquer coisa como 60.000 dólares (cerca de 52 mil euros) para o efeito. O orgulho demonstrado pelo alemão tem uma razão: é que este deveria ser um dos maiores elefantes em solo africano e foi, na estimativa dos especialistas, o maior elefante morto em mais de 30 anos.

O gestor de uma empresa de safaris fotográficos em Gonarezhou, Anthony Kaschula, publicou as fotografias da caçada no Facebook, e escreveu, citado pelo Telegraph, que “nós não temos nenhum controlo sobre a caça furtiva, mas temos controlo sobre a política de caça que deve reconhecer que animais como este têm mais valor vivos do que mortos.”

A grande diferença entre este elefante e o leão Cecil reside no fato do primeiro apenas se ter tornado conhecido do publico em geral depois de ter sido morto. Já Cecil era um dos animais mais acarinhados e conhecidos no Zimbabwe.

Especula-se que o elefante chamava-se Nkombo, e que lhe foi colocada uma coleira para registar os seus movimentos por satélite no Parque Nacional Kruger, na África do Sul. Nkombo perdeu a sua coleira em 2014 e pensa-se agora que o elefante terá migrado para o Zimbabwe onde teve o encontro fatal com o alemão que acabou por lhe tirar a vida.