A troca de palavras entre Benfica e Sporting não terminou com o dérbi do passado dia 25 deste mês e que terminou com uma vitória dos leões por 3 bolas a zero em pleno Estádio da Luz.

Depois da pesada derrota das águias houve até quem criticasse a postura da estrutura de futebol encarnada em relação às sucessivas acusações e provocações do presidente do Sporting Bruno de Carvalho. Um deles foi o vice-presidente Rui Gomes da Silva que, em declarações no programa “Dia Seguinte” da Sic Notícias, apontou o problema como o “aburguesamento da estrutura de futebol” em relação às declarações sportinguistas. Segundo Gomes da Silva os encarnados deveriam ter tido uma resposta mais célere e agressiva a Bruno de Carvalho.

Agora, e na homenagem a Armando Jorge Carneiro na Catedral da Cerveja no Estádio da Luz, Luís Filipe Vieira, sem nunca referir o nome do clube de Alvalade ou do seu presidente, parece ter sentido o peso das declarações do seu vice e falou sobre o assunto.

A credibilidade do clube e a sua defesa não se fazem aos gritos. Porque a razão não está naqueles que mais gritam, a razão não se ganha na praça pública. Ou temos ou não temos razão. E, se precisamos de estar permanentemente aos gritos, é porque não existe razão naquilo que gritamos”

Antes, Vieira explicou que o Benfica “conta hoje com vários patrocinadores globais, parecerias que nos acrescentam valor e nos responsabilizam enquanto clube. E, se hoje podemos contar com esses patrocinadores, é porque trabalhámos durante anos para ser um clube credível, respeitado e seguido a nível internacional.”

Depois, o presidente encarnado deixou um conselho àqueles que têm acusado e provocado os encarnados:

Se alguém tem razões de queixa do Benfica ou de outro clube qualquer que as apresente às instâncias competentes e espere. Deixem de deslumbrar-se com os microfones, respeitem o futebol português e quem nele investe. As palavras têm consequências e essas consequências vão chegar. Não vamos andar a gritar a nossa razão, vamos apenas reclamá-la onde o devemos fazer”.