Rádio Observador

Atentados de Paris

Porque é que o Estado Islâmico tem tantos nomes?

266

Estado Islâmico, ISIS, ISI, ISIL, Daesh. São muitos os nomes ou siglas utilizadas para se referir ao autoproclamado Estado Islâmico. Mas de onde vêm todos eles e o que significam?

AFP/Getty Images

Nos últimos dias têm-se intensificado as questões, dúvidas e perguntas sobre o autoproclamado Estado Islâmico. Uma das primeiras que surgem é o porquê de já termos ouvido tantos nomes e siglas diferentes para referir o grupo terrorista. A principal razão para a variação de nomes tem a ver, como explica o The Economist, com a própria evolução ideológica e territorial dos jihadistas.

ISI: esta sigla em inglês significa Estado Islâmico do Iraque (Islamic State of Irak). O grupo surgiu como uma parte da al-Qaeda que lutava contra o exército americano durante a invasão ao Iraque em 2003. Mais tarde, e depois da morte do seu líder, surgiu, pela primeira vez, com identidade própria, como Estado Islâmico do Iraque. Foi o primeiro nome adotado pelos seus jihadistas.

ISISesta é um das siglas mais utilizadas pelos líderes americanos e refere-se ao Estado Islâmico do Iraque e da Síria (Islamic State of Irak and Syria). A razão para a mudança de nome foi, literalmente, o avanço territorial jihadista. Em 2013 o grupo invadiu a Síria passando controlar grande parte do seu território. Para relembrar esse facto, o nome foi alterado.

SIC: em 2014, Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, anunciou o começo de um novo califado, com o objetivo não só de unir o Iraque e Síria num estado único, como criar um estado muçulmano universal sob a lei da Sharia. Assim, e para refletir as suas ambições, o nome foi alterado outra vez para Estado do Califado Islâmico (ou em inglês, SIC, State of the Islamic Caliphate).

ISIL: esta é talvez a sigla mais utilizada hoje em dia pelos americanos. Surgiu devido às intenções jihadistas de quebrarem as fronteiras “coloniais” passando a utilizar o termo geográfico árabe de al-Sham, que remete ou para a capital síria Damasco ou para toda a região do Levante. Assim, as autoridades americanas passaram a utilizar a sigla em inglês que significa Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Islamic State of Irak and Levant).

Daesh: a expressão árabe para fazer referência ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante é al-Dawla al-Islamiya fil ’Iraq wal-Sham, que pode ser abreviada para Da’ish (ou Daish ou Daesh, no alfabeto ocidental). Este nome é o mais utilizado no mundo árabe, apesar de os militantes utilizarem apenas al-Dawla, que significa simplesmente Estado. Outra das razões que leva a que muitos utilizem a expressão Daesh é o facto de os jihadistas terem ameaçado com chicotadas ou, inclusive, arrancar a língua de quem proferir esta expressão. O que irrita tanto os jihadistas não é tanto o significado da expressão mas sim porque remete para outras frases pejorativas em árabe como, por exemplo, “algo para esmagar ou pisar” e algo “que semeia a discórdia”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)