Rádio Observador

Indústria Farmacêutica

Pfizer compra “dona” do Botox num negócio de 150 mil milhões de euros

É o maior negócio de sempre entre farmacêuticas e, até ver, o maior de 2015 entre empresas. Mais de 150 mil milhões de euros. A Pfizer, que produz o Viagra, vai comprar a Allergan, "dona" do Botox.

Andreas Rentz/Getty Images

É o negócio mais caro de sempre no setor das farmacêuticas. A norte-americana Pfizer, que é a fabricante do Viagra, pagou qualquer coisa como 150 mil milhões de euros para adquirir a Allergan, que produz o Botox. A Pfizer ficará assim com todas as patentes (incluindo a do lucrativo Botox) da Allergan, desaparecendo do mercado a multinacional sediada em Dublin. 

“A Pfizer e a Allergan anunciaram hoje que os seus conselhos de administração aprovaram, por unanimidade, um acordo definitivo de fusão”, lê-se o comunicado divulgado. A norte-americana Pfizer vai pagar 340 euros, mais coisa menos coisa, por cada ação da Allergan, o que a avalia em mais de 150 mil milhões de euros. Esta é a maior aquisição feita em 2015, avança a Bloomberg. 

O negócio “vai criar uma empresa global líder na área farmacêutica com força para investir, descobrir e fornecer mais medicamentos e terapias para mais pessoas no mundo”, garante o presidente da Pfizer, Ian Read.

A operação só deverá ser concluída na segunda metade de 2016, uma vez que as duas empresas ainda terão de aguardar por autorizações regulatórias em várias jurisdições. A empresa criada vai designar-se de “Pfizer plc” e as ações deverão ser cotadas na bolsa de Nova Iorque.

A imprensa internacional adianta, no entanto, que esta operação poderá servir para reduzir a carga do grupo norte-americano, que vai deslocalizar a sua sede para Dublin — na Irlanda os impostos a pagar são menores que nos Estados Unidos. 

Tanto a Allbergan (através do distribuidor Profarin) como a Pfizer estão presentes no mercado português. 

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Eleições

Eis o social - ismo

Luís Areias

O mais grave é que, tipicamente, o Estado não só não se preocupa em economizar, pois os recursos não foram ganhos com suor mas sim tirados coercivamente aos contribuintes, como nunca maximiza o valor.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)