A morte de Diesel chocou o mundo. Durante as operações policiais em Saint-Denis, depois dos ataques em Paris, os terroristas mataram a cadela, que era um membro da equipa de polícia antiterrorista francesa, conhecida como Raid. O polícia e treinador de Diesel falou pela primeira vez sobre a perda da pastor belga e sobre o que se passou naquele dia, conta o The Huffington Post.

O mestre de Diesel, que preferiu falar em anonimato, explicou o que aconteceu à cadela durante a operação, afirmando que a cadela estava apenas a alguns meses de se reformar. O polícia revelou que depois da troca de vários tiros e granadas houve um momento de silêncio. Foi nesse momento que Diesel foi enviada ao apartamento para fazer um reconhecimento do local e ver se a zona estava “limpa”.

“Ela fez uma ronda pelo primeiro quarto, depois passou para o segundo e correu. Penso que ela terá encontrado alguém, mas nesse momento perdi-a de vista e a troca de tiros começou outra vez”, disse.

O treinador de Diesel recordou que estes cães evitam a morte de vários polícias, que são altamente treinados e não podem ser substituídos por robots ou drones.

“O papel dela era abrir caminho para a equipa. Ela usava todos os sentidos para detetar a presença de alguém e se conseguisse chegar até eles então mordia-lhes. Caso contrário estava treinada para indicar onde é que as pessoas se estavam a esconder”, explicou.

O polícia acrescentou ainda que estes cães desenvolvem capacidades que resultam de muito trabalho e dedicação, baseados numa relação de cumplicidade entre cão e treinador.”É uma relação de confiança mútua, ela tinha toda a confiança em mim, eu tinha toda a confiança nela, ambos sabíamos como é que o outro ía reagir em campo”, disse.

A perda afetou todos os membros da equipa, mas também comoveu o mundo, que rapidamente começou a partilhar a imagem de Diesel nas redes sociais, em forma de homenagem. “Todas as mensagens de apoio são muito importantes para superar a perda da Diesel”, agradeceu o polícia.

Autoridades russas oferecem pastor alemão em sinal de solidariedade

O minstro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, decidiu enviar um pastor alemão ainda bebé para a polícia francesa, para homenagear Diesel e expressar a solidariedade com a França, na sequência dos atentados de Paris.

Kolokoltsev disse que o cachorro foi batizado com o nome Dobrynya, símbolo de força, bondade, coragem e apoio incondicional.

https://twitter.com/SputnikInt/status/668107895993577472