O número de chineses ligados à Internet aumentou para quase 700 milhões no ano passado, muito acima da população total da União Europeia, revelou esta sexta-feira o China Internet Network Information Center.

A população ‘online’ da China aumentou 39,5 milhões, em termos homólogos, para 688 milhões (mais de o dobro de há apenas cinco anos), 90 por cento dos quais acedem à rede através de ‘smartphones’, segundo o organismo regulador do setor.

Aquela cifra representa mais de metade da população total da China (1.374 milhões) país onde vive cerca de 18% da humanidade.

Redes sociais e ferramentas ‘online’ como o Facebook, Twitter, Google, Youtube ou Dropbox estão banidas na China, mas o comércio eletrónico tem-se revelado vital na transição para um modelo económico mais baseado no consumo.

Só no último dia dos solteiros, que se celebra a 11 de novembro, o gigante do comércio eletrónico chinês Alibaba anunciou um volume de vendas total de 14,3 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros).

Estima-se que a Alibaba, empresa que opera os populares ‘sites’ de compras Taobao e Tmall, fundada por Jack Ma, o segundo homem mais rico do país, controle 90% do comércio eletrónico na China.