A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pediu aos líderes da América Latina que unam esforços e se juntem ao seu país na luta contra o vírus Zika.

As declarações foram feitas em Quito, no Equador, onde ela participou da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribe (Celac).

Rousseff lembrou que o governo brasileiro mantém “extremo empenho” para acabar com as condições de criação do mosquito ‘Aedes aegypti’, vetor que transmite a doença.

Como ainda não há uma vacina contra o zika, a Presidente frisou a importância do combate ao mosquito.

As preocupações com o zika aumentaram no ano passado, depois que o Ministério da Saúde do Brasil começou a investigar se o aumento dos casos de microcefalia no país foi provocado pelo transmissão do vírus durante a gestação.

Um boletim divulgado hoje pelo Ministério da Saúde confirmou que 270 crianças nasceram com microcefalia por infecção congénita, mas isso não significa necessariamente que o problema foi causado pelo vírus.

Decorrem ainda investigações a mais 3.448 casos suspeitos.

A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos, além do Zika, como a sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e o herpes viral.

Além do Brasil, o zika já foi referenciado em 23 países da América Latina, África e Oceânia.