Ao comprar os ativos bons do Banif, por 150 milhões de euros, o Santander Totta acreditou que também ficaria na posse dos ativos imóveis avaliados em 100 milhões de euros, entre os quais se destaca a sede do antigo banco. Mas, entretanto, descobriu que não é dono desse edifício, no centro de Lisboa.

O jornal Público conta, na edição desta quarta-feira, que logo no dia seguinte à compra do Banif, que se concretizou a 20 de dezembro, o Santander enviou para o edifício sede na Avenida José Malhoa quatro elementos, liderados pelo presidente Vieira Monteiro, que pediram aos presentes no 10.º piso para abandonarem os seus lugares de forma a desocuparem o espaço para eles começarem a trabalhar. Mais tarde, Vieira Monteiro viria a ser informado que afinal a sede e as antigas agências Banif pertenciam ao fundo de investimento imobiliário Banif Property.

As unidades de participação do fundo espanhol Property são detidas em 48% pela Oitante – o veículo do Fundo de Resolução -, 32% pelos clientes Banif e apenas 20% pelo Santander.

Essa descoberta levou o Santader a retirar o símbolo do grupo espanhol que já tinha sido colocado no elevador do edifício.

Para já, o Santander ocupa apenas o 10.º andar da sede na Avenida José Malhoa, e um outro andar onde estão diretores comerciais, sendo que no resto do edifício estão os trabalhadores que ficaram na Oitante, o veículo do Fundo de Resolução. E não se sabe qual a renda que o Santander está a pagar ao fundo Property pelos espaços que ocupa, conta ainda o jornal.

Na semana passada, aquando da apresentação de contas de 2015, Vieira Monteiro revelou que “encontrou situações inesperadas no Banif”.