Carlos Abreu Amorim teceu, esta quinta-feira, duras críticas à forma como a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, tem conduzido a pasta nos primeiros três meses de mandato. Para o deputado social-democrata, a sucessora de Paula Teixeira da Cruz devia “descer à terra” e, nessa mesma viagem, trazer à boleia a secretária de Estado [Anabela Pedro], que “parece completamente deslocada dos problemas da justiça e não ter, de forma nenhuma, o perfil adequado para o cargo”.

O deputado do PSD comentava, assim, a forma como Francisca Van Dunem decidiu anunciar o “Plano de Ação Justiça + Próxima” – um pacote de 130 medidas que, sublinhou na altura a ministra, visam tornar a justiça “mais ágil, transparente e próxima dos cidadãos”.

Ora, o grupo parlamentar do PSD quer saber, na prática, que medidas são essas. “Não queremos acreditar que essas medidas, a existirem – porque neste momento elas não são conhecidas -, tenham sido feitas a pacote e sem qualquer reflexão”, atirou Carlos Abreu Amorim.

Nessa medida, o PSD vai apresentar um requerimento para que o Ministério da Justiça faça chegar à Assembleia da República o “conteúdo completo dessas 130 medidas e os estudos” que as suportam, anunciou o deputado social-democrata. “Estamos muito preocupados com facto de a Justiça, como área de soberania que é, estar a ser tratada de uma forma que nos parece, aparentemente, leviana“, acrescentou o parlamentar, antes de lançar novo ataque à atuação da ministra da Justiça:

“A única coisa que nós conseguimos enxergar nos sites e na documentação que foi disponibilizada pelo Ministério da Justiça é um vídeo de quatro minutos feito em estilo acriançado e uma apresentação de um programa que, com toda a sinceridade, parecia um programa de Justiça para totós.

Carlos Abreu Amorim referia-se a este vídeo, apresentado pelo Ministério da Justiça a 1 de março de 2016 e disponível na página do Governo.