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Os ataques terroristas em Bruxelas, na Bélgica, foram planeados pelos líderes do Estado Islâmico (EI) numa reunião na cidade síria de Tabqa que ocorreu em novembro. Segundo avança o The Guardian, dos alvos europeus debatidos naquela reunião, Bélgica seria o mais “fácil”, diferentemente do Reino Unido que os extremistas consideraram “o país mais difícil de aceder”.

O encontro ocorreu a 4 de novembro de 2015, nove dias antes dos atentados em Paris que causaram 130 mortos, e visava planear novos atentados após o da capital francesa. O objetivo: semear o caos na Europa, escreve o El Mundo, citando o The Guardian. Segundo militantes do EI, que tiveram acesso ao que se discutiu naquela reunião, além de Bélgica e do Reino Unido, falou-se em Espanha, França, Alemanha e Itália. A ideia era aproveitar o regresso de cerca de 200 jihadistas aos seus países de origem.

Não se falou apenas de destinos mais “fáceis”, falou-se em como derrubar toda uma sociedade e da própria pressão que um ataque terrorista podia exercer “na arquitetura da Europa, da União Europeia e até da NATO. Uma verdadeira “estratégia de terror”. A estratégia delineada também não esqueceu as fronteiras do próprio EI, ameaçado por forças aéreas de 14 países.

Um outro tema da reunião foi a “próxima geração da jihad”, da qual fazem parte 25 mil combatentes que passaram pela Síria e pelo Iraque. A própria Europol já tinha falado de uma “metamorfose” no EI nos últimos meses. O diretor, Rob Wainwright, já disse publicamente que a nova estratégia agressiva do EI está centrada na França e na Bélgica, mas que se estende a outros países europeus.

“Estamos preocupados com o alcance da rede que estamos a descobrir, que está mais extensa do que temíamos inicialmente e pode ter integrados, pelo menos, 5 mil suspeitos de terrorismo”, disse Wainwright à BBC.

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