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A Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) e a Federação Portuguesa do Táxi (FPT) enviaram um convite aos grupos com assento parlamentar para “participarem na manifestação” de sexta-feira e “se expressarem” sobre a Uber. O grupo parlamentar do PCP já confirmou que estará presente na marcha lenta dos taxistas, pelas 08h30, avançou Carlos Ramos, presidente da FPT, ao Observador.

A marcha lenta dos taxistas contra a Uber, que começa às 08h00 no Campus da Justiça, tem como destino a Assembleia da República, onde pretendem chegar por volta das 13 horas. É lá que esperam ouvir os resultados da sexta comissão parlamentar sobre o tema. O convite para participar na manifestação também foi enviado à Câmara Municipal de Lisboa, que detém “um papel fundamental” na discussão, mas os taxistas ainda não obtiveram resposta.

A manifestação desta sexta-feira ocorre simultaneamente em Lisboa, Porto e Faro. O objetivos dos taxistas é organizar aquela que será “a grande, grande, grande” manifestação do setor do táxi contra a Uber, com cerca de 4.000 táxis, segundo avançou Carlos Ramos ao Observador na quarta-feira.

Os taxistas querem protestar contra “a não decisão do Governo”, numa iniciativa que vai ser marcada “pela indignação e revolta”. Ao Observador, Carlos Ramos disse que “as pessoas estão muito revoltadas e que pode surgir alguma situação que fuja do controlo”. Acrescentou que “não admite” violência, mas que vai estar presente na manifestação “muita gente”.

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Os taxistas estão a convocar os familiares para se juntarem ao protesto de sexta-feira. Pelas contas de Carlos Ramos, se cada taxista dos 4.000 carros previstos levarem pelo menos um familiar consigo, estarão envolvidas cerca de 8.000 pessoas.

Fonte do Metropolitano de Lisboa adiantou ao Observador que não está previsto qualquer reforço nos Transportes Públicos (Metro, Carris e Grupo TT) para sexta-feira.

Entretanto, a Uber reagiu à manifestação dos taxistas com uma campanha online. Através da hashtag (etiqueta) #queroescolher, a tecnológica tem estado a divulgar vídeos com testemunhos de cidadãos que falam sobre a possibilidade de alguns serviços serem proibidos (tal como a Uber).