Caso José Veiga

José Veiga ganha recurso na Relação de Lisboa e fica em prisão domiciliária

Relação de Lisboa aceitou recurso da defesa do ex-empresário de futebol e ordenou libertação. Veiga passa a prisão domiciliária mas pode ser libertado se depositar um milhão de euros de caução.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

José Veiga vai passar de prisão preventiva para prisão domiciliária, noticia a revista Sábado.

O ex-diretor do Benfica, ex-empresário de futebol e agora ligado a negócios no Congo, tinha sido detido no passado mês de fevereiro, juntamente com Paulo Santana Lopes, irmão de Pedro Santana Lopes, no processo Rota do Atlântico. É suspeito de corrupção ativa no comércio internacional, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Ao que o Observador apurou, o Tribunal da Relação de Lisboa aceitou esta quarta-feira um recurso apresentado pela defesa de José Veiga, a cargo do advogado Rogério Alves.

O causídico alegava que a prisão preventiva de Veiga decretada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal por promoção do Ministério Público, tinha sido aplicada em condições de desigualdade face aos restantes arguidos.

Isto porque Paulo Santana Lopes, co-arguido no mesmo processo juntamente com Veiga, tinha ficado logo em fevereiro em prisão domiciliária, sendo esta substituível por um caução de cerca de um milhão de euros. O irmão de Pedro Santana Lopes já procedeu ao depósito dessa caução, tendo sido libertado, ao que o Observador apurou.

Foram precisamente estas as condições que a Relação de Lisboa veio agora estabelecer para José Veiga.

O ex-empresário de futebol deverá ser conduzido ao seu domicílio nas próximas horas. Quando depositar a caução de cerca de um milhão de euros, ficará imediatamente em liberdade, sujeito às mesmas medidas de coação de Paulo Santana Lopes: proibição de contactos com os restantes arguidos, obrigação de se apresentar regularmente no posto policial mais perto da sua residência e proibição de viagens para fora do território nacional.

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