O regulamento interno das secretas permite a utilização de polígrafo, mas esta prática não está consensualizada na legislação portuguesa. A queixa de um espião junto do Provedor de Justiça faz aumentar as dúvidas.

Segundo o Diário de Notícias, um espião fez uma queixa junto do Provedor de Justiça por ter sido submetido a um teste de polígrafo, questionando a utilização desta técnica. O gabinete do Provedor respondeu ao jornal confirmando a receção da queixa e diz estar a analisar o caso.

Já Jorge Bacelar Gouveia, constitucionalista, questiona a utilização do detetor de mentiras nas secretas já que se trata de “uma medida restritiva” dos direitos, liberdades e garantias” e que tem de haver uma lei aprovada de acordo com a Constituição para permitir a utilização de polígrafos.