Três anos depois de o processo de revisão da UNESCO, a conclusão: há 22 monumentos portugueses na lista indicativa a património mundial. Entre os candidatos estão o Aqueduto das Águas Livres, o Palácio de Mafra e o Santuário do Bom Jesus de Braga. A informação foi avançada esta segunda-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e confirmada esta terça-feira pela EPAL.

Os caminhos de peregrinação a Santiago de Compostela, as obras do arquiteto Siza Vieira ou as levadas da Madeira integram também a lista indicativa ao património mundial de Portugal. Estes nomes foram apresentados depois de a UNESCO ter aconselhado os países a atualizar as suas propostas a cada dez anos. Durante este período de revisão, era um comité português que geria a instituição. A nova lista indicativa será enviada ao Centro do Património Mundial da UNESCO para aprovação pelo Comité do Património Mundial.

Portugal não é estreante na lista de património mundial da UNESCO: há quinze monumentos com a bandeira lusitana na lista da organização que celebra 70 anos em novembro deste ano. São eles Angra do Heroísmo, Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém, Mosteiro da Batalha, Convento de Tomar, Centro Histórico de Évora, Mosteiro de Alcobaça, Paisagem Cultural de Sintra, Centro Histórico do Porto, Centro Histórico de Guimarães, Universidade de Coimbra, Elvas e as fortificações, Coa/Siega Verde (Espanha), Floresta Laurissilva da Madeira, Alto Douro Vinhateiro e Paisagem da Vinha da Ilha do Pico.

Há 1641 nomes nas listas indicativas de 175 estados, todos com potencial para entrar Lista do Património Mundial, que é composta por 1.031 monumentos nacionais e transnacionais.