Especialistas da obra de Alexandre O’Neill como Pedro Mexia e José Tolentino Mendonça vão participar entre esta quinta e sexta-feira num colóquio para assinalar os 30 anos da morte do poeta na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

De acordo com a organização, da responsabilidade do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC) da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa (UCP), o colóquio intitula-se “O Colóquio do O’Neill: 30 anos + 1 mês” e tem início às 9h00 desta quinta-feira.

Miguel Tamen, colunista e professor da Universidade de Lisboa, e Clara Crabbé Rocha, professora catedrática aposentada da Universidade Nova de Lisboa, estão também entre os oradores convidados que têm ligação à obra do autor.

Nascido a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill de Bulhões, descendente de irlandeses, foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa, e foi dentro desta corrente artística que publicou a sua primeira obra: “A Ampola Miraculosa”.

Mesmo depois do fim do grupo, O’Neill manteve na sua obra as influências surrealistas, que, além dos livros de poesia, incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias.

Autodidata, alargou a sua ação à publicidade, sendo da sua autoria a conhecida frase publicitária “Há mar e mar, há ir e voltar”.

Foi várias vezes preso pela polícia política do regime de Oliveira Salazar, vindo a falecer em Lisboa a 21 de agosto de 1986. A vila de Constância, no distrito de Santarém, deu o seu nome à biblioteca local.