A família Optima está prestes a receber um importante reforço no mercado português, com a disponibilização da variante que mais vende no segmento D, em que o modelo se insere: a carrinha.

A Optima Sportswagon assume-se como mais um passo rumo ao objectivo da Kia de, não só continuar o crescimento registado nos últimos oito anos em Portugal, terminando o presente ano nos 5.000 carros transaccionados, mas também elevar o posicionamento da própria marca àquilo que os seus responsáveis designam com “semi-premium”. Assim e num ano em que, só na primeira metade, a Kia Portugal vendeu quase 3.000 viaturas – sinónimo de um crescimento de 46,3% face ao mesmo período de 2015 –, a carrinha Optima, promete reforçar tal ambição, apontando claramente ao segmento empresarial. Segundo os responsáveis nacionais da marca, este é o alvo prioritário. Por um lado, porque a Kia ainda está pouco presente neste segmento. Por outro, porque as carrinhas representam cerca de 70% das preferências neste domínio.

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A Kia acredita que este produto lhe permitirá crescer no segmento empresarial

A suportar esta nova ofensiva da marca sul-coreana está um produto que, tal como o sedan, assenta em três pilares: design sofisticado, condução de qualidade e oferta de tecnologias avançadas. Tudo isto, numa carrinha de dimensões generosas e pouco diferentes do sedan. A Optima Sportswagon exibe os mesmos 4,8 m de comprimento, 1,8 m de largura e 2,8 m na distância entre eixos, crescendo apenas 5 mm em altura (1,470 mm).

A partir de 32.431€... com condições

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É quase impossível encontrar uma carrinha do segmento D mais barata que esta. Com um preço de entrada de 37.770€, a Kia Optima Sportwagon 1.7 CRDi com caixa manual de seis velocidades e nível de equipamento TX vai, no entanto, estar disponível por 32.431€, graças à campanha de lançamento criada pelo importador e que resulta num desconto de 6.000€.

A mesma proposta, mas com caixa automática, desce dos 41.021€ para os 35.021€. Já a ainda mais atractiva versão GT Line, que tem como preço final os 44.021€, pode ser adquirida por 38.021€.

Único senão: dos 6.000€ de desconto oferecidos à partida, apenas 4.100€ são da responsabilidade do importador; os restantes 1.900€ só poderão ser aplicados caso o comprador recorra a financiamento do Santander Consumer, a instituição financeira parceira da Kia Portugal.

Com um ar atlético e desportivo, a carrinha Optima estará disponível entre nós com dois níveis de equipamento: o TX e um muito apetecível GT Line. Neste último caso, a contribuir para o tal look mais musculado, encontram-se pormenores como a dupla saída de escape, com ponteiras nas extremidades de um difusor em cromado acetinado, e entradas de ar dianteiras no mesmo cromado, integradas num pára-choques de design específico. Os frisos laterais também se apresentam em cromado acetinado, ao passo que as jantes em liga leve GTL são de 18″.

No interior, é replicado o tablier estreado no sedan, cujo layout torna tudo bastante mais simples e acessível, com a divisão entre a chamada “zona de visualização” (ecrãs e mostradores) e a “zona de controlo” (comandos) a fazer-se através de uma barra metalizada a toda a largura e a unir as duas saídas de ar laterais. A vontade de simplificar a vida do condutor é tal que o próprio ecrã táctil de 8″, para acesso à maior parte das funcionalidades, surge no tablier ligeiramente orientado (cerca de 8,5º) para quem segue ao volante.

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O interior está claramente voltado para o condutor

Ainda no interior, há uma série de aspectos que convocam uma sensação de qualidade a bordo, como é o caso do volante desportivo D-Cut (cortado na base) com pespontos vermelhos, pedais em alumínio e bancos com bastante apoio lateral, também com pespontos vermelhos, que pecam apenas por não permitirem uma posição de condução mais baixa.

Equipamento de arrasar

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São poucas as diferenças entre os níveis de equipamento TX e GT Line. A versão mais equipada (GT Line) contempla dupla ponteira de escape, lava-faróis, volante D-Cut, sistema de modos de condução, travagem autónoma de emergência, detector de ângulo morto, câmara de 360º, carregamento wireless para smartphones, bancos com estofos em pele aquecidos e ventilados, e sistema de som Harman/Kardon. Já a versão de entrada, a TX, partilha com a anterior elementos com as jantes em liga leve de 18″, câmara de estacionamento com sensores à frente e atrás, sistema de navegação de 7″ (8″ no GT Line) e porta-bagagens com portão eléctrico.

Igualmente disponível nos dois níveis de equipamento, argumentos como o cruise control adaptativo, o alerta de tráfego à retaguarda, a manutenção na faixa de rodagem, informação de limite de velocidade, assistência de máximos, sistema de estacionamento automático, além da novidade Android Auto e Apple CarPlay. Sendo que, tanto as actualizações da cartografia que serve de base ao sistema de navegação, como dos serviços TomTom disponibilizados, não implicam qualquer custo para o proprietário, durante o período da garantia geral do veículo – sete anos.

Assim, opcionais, apenas a pintura metalizada (289€) e o tecto de abrir panorâmico (950€).

E se o equipamento oferecido de série tanto na versão TX, como na GT Line, é mais do que suficiente para convencer muitos indecisos, contemplando tudo e mais alguma coisa, nomeadamente no que a tecnologia diz respeito, já menos positivo nos pareceram alguns plásticos e a fixação de alguns painéis. Aspectos claramente aquém, por exemplo, da excelente habitabilidade, com muito espaço nos lugares de trás e mesmo com um lugar do meio mais estreito, mas ainda assim utilizável, ou até mesmo da bagageira. Esta convence não tanto pela capacidade (552 litros que podem crescer até aos 1.686 litros com os bancos traseiros rebatidos), mas principalmente pela funcionalidade e pela versatilidade garantidas. Nomeadamente, com a inclusão de elementos como os carris para fixação com separador deslocável, ganchos porta-sacos, rede anti-intrusão de objectos no habitáculo e espaço de arrumação sob o piso. Já para não falar no sistema de rebatimento 40/20/40 das costas dos bancos traseiros, através do accionamento de patilhas nas laterais da mala.

6 fotos

A pensar na condução, a nova Optima Sportswagon conta com um aumento da rigidez torcional da carroçaria em mais de 50% face ao anterior modelo, adoptando a mesma solução para a suspensão (independente, com multi-link atrás) e direcção (motor elétrico de assistência na cremalheira, não na coluna de direcção) utilizada no sedan. Simultaneamente, a carrinha disponibiliza uma nova transmissão automática de dupla embraiagem e sete velocidades, embora apenas com o turbodiesel 1.7 CRDi – a única motorização que o importador nacional prevê comercializar entre nós.

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A direcção surpreende pela maneabilidade e pelo conforto que proporciona

Transpostos para a realidade, estes argumentos garantem à Optima Sportswagon um comportamento competente, seguro e preciso, fruto igualmente de um pisar suficientemente firme, ainda que de certa forma aveludado. Não deixando de mostrar, conforme tivemos oportunidade de experienciar nos quilómetros feitos na viagem que ligou Lisboa a Montemor-o-Novo, uma relação não deslumbrante, mas agradável com o mau piso. Sem esconder as naturais implicações de um corpo com quase 5 m de comprimento, nota também positiva para a direcção, cujas maiores qualidades residem na maneabilidade e no conforto que proporciona, sendo sobretudo de destacar a óptima caixa automática de sete velocidades, com patilhas no volante. É suave e quase imperceptível nas passagens, sem deixar de ser rápida, assumindo-se como uma solução a considerar.

Em plano (quase) idêntico, o já conhecido turbodiesel 1.7 CRDi de 141 cv e 340 Nm de binário, bloco que viu melhoradas as emissões (120 g/km) e que, apesar das 1,5 toneladas do conjunto, garante uma capacidade de aceleração linear e agradável (10,2 segundos dos 0 aos 100 km/h com caixa manual; 11,1 segundos com caixa automática), além de uma boa insonorização. Melhor, inclusivamente, que a do habitáculo, onde por vezes se ouvem excessivamente os ruídos aerodinâmicos.

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Kia Optima Sportswagon GT Line

Contando com o argumento extra do sistema de modos de condução, apenas no caso da versão GT Line, é o mais desportivo Sport que revela maiores diferenças, ajudando a tirar um pouco mais do motor da Optima Sportswagon, com a transmissão automática a manter o desempenho evidenciado nas restantes opções (Normal e Comfort), ou seja, cumprindo sem mácula.

Em suma, esta é uma proposta a equacionar pois, aos atributos que já apontámos, há que somar outro argumento de peso: um preço-canhão. A nova Optima Sportswagon é comercializada por valores que se iniciam nos 32.431€, já com transporte, documentação e taxa de pneus, mas também com o desconto de 6.000€ da campanha de lançamento.