António Costa

António Costa sugere que Schäuble não sabe do que fala

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O primeiro-ministro reagiu às críticas feitas pelo ministro das Finanças alemão ao Governo, dizendo só dar atenção ao que dizem os alemães que conhecem Portugal e não se inspiram no preconceito.

"O preconceito é muito pouco inspirador para se falar com tino"

MIGUEL A. LOPES/EPA

O primeiro-ministro reagiu esta quinta-feira às críticas feitas pelo ministro das Finanças alemão ao Governo português, dizendo só dar atenção ao que dizem os alemães que conhecem Portugal, sabem do que falam e não se inspiram no preconceito.

António Costa falava aos jornalistas no final de uma cerimónia de homenagem ao antigo vereador da Câmara Municipal de Lisboa e ex-dirigente democrata-cristão Pedro Feist na União das Associações de Comércio e Serviços, na qual também esteve presente a presidente do CDS, Assunção Cristas.

Confrontado com declarações proferidas pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, na quarta-feira, segundo as quais Portugal estava no bom caminho económico-financeiro até mudar de Governo, o primeiro-ministro alegou que não deu muita atenção a essas palavras.

“Dou sobretudo atenção aos alemães que conhecem Portugal e, por isso, sabem do que falam”, declarou, afirmando mais à frente que “o preconceito é muito pouco inspirador para se falar com tino”.

Perante os jornalistas, António Costa disse dar “muita importância à Volkswagen, que decidiu manter a sua fábrica em Portugal e lançou um novo modelo a partir de Palmela”.

“Mas também dou muita atenção à Bosch, que fez este ano um grande investimento em investigação com a Universidade do Minho, e dou ainda muita importância à Continental, outra grande empresa alemã que lançou uma nova unidade fabril para passar a produzir em Portugal uma nova gama de pneus destinada a máquinas agrícolas. Esses são os alemães a quem eu dou atenção: Os alemães que conhecem Portugal, investem, produzem e criam riqueza em Portugal”, contrapôs.

Numa nova nota crítica indireta a Wolfgang Schäuble, Costa disse que esses alemães que investem e conhecem Portugal “sabem do que falam”.

“A esses alemães dou muita importância. Quanto aos outros, naturalmente a opinião é livre e cada um segue o seu critério. Eu só costumo falar sobre aquilo que sei e nunca falo sobre outros países sobre os quais não sei nada com base em preconceitos”, acrescentou.

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Crónica

Portugal, país-slime /premium

Helena Matos
1.200

Estão a ver aquela massa viscosa com que as crianças se entretêm? O slime, claro. Portugal está a tornar-se num país-slime, onde os valores são moldados a gosto e a responsabilidade não  existe.

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