A noite foi de medo e de avaliação dos danos em Itália. Depois de dois fortes sismos sentidos na noite de quarta-feira (de magnitudes 5,4 e 5,9), um terceiro abalo foi registado na zona central de Itália, de magnitude 4,6 na escala de Richter. Além de terem causado deslizamentos de terras e a evacuação de algumas zonas, os abalos deixaram nove feridos ligeiros. Um homem de 73 anos morreu de ataque cardíaco na sequência do sismo.

Há danos estruturais graves a registar. Segundo o Corriere della Sera, ainda há várias zonas de Itália sem eletricidade e sem telefone, e houve colapsos de igrejas e monumentos em várias localidades. A zona destruída pelo sismo de 24 de agosto, que matou 297 pessoas, voltou a tremer, com várias derrocadas registadas em Amatrice. As consequências foram sentidas sobretudo nas localidades de Castelsantangelo sul Nera, Visso, Ussita e Preci, tendo também sido sentido em cidades como Roma, Áquila, Florença ou Nápoles.

Durante as últimas horas têm sido registadas centenas de réplicas, e o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Itália garante que o terramoto desta quarta-feira está ligado ao sismo de agosto.

A Proteção Civil tenta agora garantir locais seguros para as pessoas que tiveram de ser deslocadas. Centenas de pessoas das zonas mais afetadas da região estão a passar a noite fora de casa e já apelaram ao Governo de Matteo Renzi que não as deixe em abrigos temporários por vários dias.

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Além dos albergues e centros instalados pela Proteção Civil, muitas pessoas permaneceram em tendas ou nos seus veículos, longe das zonas de risco.

Quando, em agosto, o sismo de magnitude 6 atingiu as localidades de Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto, milhares de pessoas permaneceram em acampamentos temporários enquanto esperavam para serem realojadas.