Numa parede de tijolos pintada com uma espessa camada de tinta, ao lado de árvores e de uma relva mal aparada, uma mensagem faz parar quem por ali passa: “Tenhamos a coragem de estarmos sozinhos e a valentia de estarmos juntos”. Toda a gente a lê, toda a gente a pode interpretar de forma diferente. Depende da alma, da vida de cada um. Mas a frase toca no coração e faz pensar: é esse o objetivo do movimento Acción Poética.

Desde 1996 que as paredes de Monterrey (Nuevo León), no México, foram dominadas por este movimento que tem algo de arte urbana e algo de literatura. Foi o poeta mexicano Armando Alanis Pulido que pôs mãos à obra: tem espalhado fragmentos da poesia pela cidade fora, acabando por salpicá-la de “amor e em otimismo”.

Nenhum tema é proibido, mas há dois assuntos raramente abordados: a política e a religião. O que interessam aqui são os “sentimentos puros”, explica ele no site do movimento. A ideia agradou de tal modo que já atravessou fronteiras e foi adotada noutros países do mundo.

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