A versão mais desportiva do muscle car da Chevrolet, o ZL1 – que é descrita pelo próprio fabricante como o Camaro mais brutal alguma vez feito –, viajou até ao Velho Continente para, no circuito alemão de Nürburgring, mostrar todos seus créditos. Submetido à prova no chamado “Inferno Verde”, o desportivo norte-americano não foi de modas e estabeleceu como volta mais rápida à pista alemã 7:29.60. Ou, dito de outra forma, menos 12 segundos que o anterior ZL1, deixando para trás muitos desportivos de referência (Top 100 de Nürburgring aqui), como é o caso do Porsche 911 GT2 (7m31s), Pagani Zonda F (7m33s) e Koenigsegg CCX (7m33s55).

Sem alterações significativas em termos técnicos ou aerodinâmicos face ao modelo que, ainda este ano, chegará aos concessionários norte-americanos, a unidade ZL1 colocada à prova em Nürburgring exibia como únicas diferenças, além dos instrumentos de medição, um banco de competição Sparco e o cinto de segurança de seis pontos.

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Os bancos desportivos Recaro foram trocados por uns Sparco

O restante compêndio tecnológico – como é o caso da dinâmica melhorada face ao antecessor, da redução de peso (cerca de 100 kg mais leve), da suspensão de regulação magnética, do diferencial traseiro de deslizamento limitado e do controlo de arranque – faz parte do equipamento da versão a comercializar, garante o chefe de desenvolvimento do Camaro, Al Oppenheiser.

O Chevrolet Camaro ZL1 tem como propulsor um V8 6,2 litros Supercharger com 650 cv de potência e 868 Nm de binário, a que junta a inédita caixa automática de 10 velocidades, resultado da parceria celebrada com a rival Ford. Quanto à suspensão Magnetic Ride Control, é regulável através de um simples botão, ao passo que as jantes de 20″ recebem pneus especiais Goodyear Eagle F1 Supercar 3 e o sistema de travagem surge com pinças de seis pistões. Com tal arsenal tecnológico, só é de lamentar que o Chevrolet Camaro ZL1 não venha para a Portugal…

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