As dormidas e os proveitos da hotelaria portuguesa mantiveram em setembro um “crescimento acentuado”, de 6,5% e 16,5% homólogos, respetivamente, divulga esta terça-feira o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em setembro registaram-se 2,1 milhões de hóspedes e 5,9 milhões de dormidas, o que representa crescimentos homólogos de 7,5% e 6,5%, superiores aos de agosto (+3,6% e +4,2%).

Estes resultados ficaram, contudo, “aquém dos três meses anteriores (maio a julho) bem como do período acumulado de janeiro a setembro (+9,2% e +8,7%)”.

Em setembro, o mercado interno (+4,9% de dormidas) recuperou face ao mês anterior (-2,9%), enquanto o crescimento dos mercados externos (+7,2%) ficou “ligeiramente aquém” de agosto (+8,2%).

Já a estada média reduziu-se ligeiramente (-0,9%; 2,87 noites) em setembro, contrariamente à taxa de ocupação-cama (+1,7 pontos percentuais (p.p.);61,4%), enquanto os proveitos totais aumentaram 16,5% e os de aposento 16,2%, acelerando face ao mês anterior (+12,9% e +14,3%, respetivamente).

No período, os proveitos totais atingiram 347,2 milhões de euros e os de aposento 253,2 milhões de euros, sendo que no acumulado até setembro os proveitos totais aumentaram 16,1% e os de aposento 17,1%.

Conforme nota o INE, e em linha com os últimos meses, “o aumento dos proveitos superou largamente os dos hóspedes e dormidas”, pelo que o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) subiu 12,5%, para 59,3 euros, numa evolução próxima do acumulado de janeiro a setembro (+12,7%; 46,0 euros).

De acordo com o INE, as pousadas e os aldeamentos turísticos apresentaram “acréscimos significativos” das dormidas (+13,9% e +13,0%), tal como os hotéis e hotéis-apartamentos (+8,8% em ambos). Os apartamentos turísticos mantiveram evolução negativa (-7,5%), tal como nos três meses anteriores.

Da análise da atividade turística em setembro o INE destaca a “recuperação do mercado interno”, que deu origem a 1,6 milhões de dormidas (+4,9%), contrariando a queda de agosto (-2,9%) e superando o aumento de julho (+3,0%).

Quanto às dormidas de não residentes (4,3 milhões), desaceleraram face a agosto (+7,2% e +8,2%, respetivamente) e relativamente aos três meses anteriores (+9,8% em julho e junho e +11,7% em maio).

Considerando todo o período de janeiro a setembro, a evolução foi positiva para o mercado interno (+4,5%) e “mais notoriamente” para os mercados externos, que corresponderam a 71,2% do total e aumentaram 10,5%.