O eurodeputado português Paulo Rangel foi reeleito vice-presidente do maior grupo do Parlamento Europeu: o Partido Popular Europeu (o PPE, do qual fazem parte o PSD e CDS). Rangel é neste momento o único vice-presidente da bancada que acumula o cargo com a vice-presidência do próprio PPE. Em declarações ao Observador, Paulo Rangel diz que esta “é mais uma grande oportunidade de servir uma ideia de Europa e de reforçar o peso de Portugal na vida política europeia“.

Paulo Rangel dá um exemplo específico de como o peso no PPE pode ajudar Portugal nas batalhas que trava em Bruxelsa: “Ainda agora — com a questão das sanções e dos fundos — ficou bem visível o apoio que podemos dar à posição portuguesa”. Em comunicado, Rangel já tinha dito que a eleição se tornava mais importante por em Portugal haver um governo apoiado por Bloco de Esquerda e PCP. “Para Portugal é muito relevante ter um vice-presidente do grupo parlamentar que é simultaneamente vice-presidente do PPE. Este facto é ainda mais importante nas atuais circunstâncias: pelo facto de em Portugal existir um Governo socialista apoiado por partidos da esquerda anti-democrática e anti-europeia”, afirmou Rangel.

Para Paulo Rangel “é crucial que nos centros de decisão da União Europeia, Portugal e os seus partidos democráticos e europeístas mantenham lugares de relevo e influenciem as políticas da União no sentido de reforçar a solidariedade entre os Estados membros.”

Além de Paulo Rangel há mais nove vice-presidentes: Esteban González Pons (Espanha); Tadeusz Zwiefka (Polónia); Françoise Grossetête (França); Lara Comi (Itália); Marian Jean Marinescu (Roménia); Mariya Gabriel (Bulgária); Esther de Lange (Holanda); Sandra Kalniete (Letónia); József Szájer (Hungria). Já o presidente do Grupo PPE continuará a ser o alemão da CSU, Manfred Weber que foi reeleito esta quarta-feira.