Há muito que a Liga dos Campeões se disputa às 19h45, hora de Portugal, naquela que ficou conhecida por “hora dos campeões”. E a menos que os clubes portugueses viagem até à Rússia ou à Turquia — há países cujo fuso horário impõe começar a jogar-se mais cedo –, como vem acontecendo nas últimas épocas, é sempre à hora certa que se escuta o hino da Liga dos Campeões e a bola começar a rolar. Mas isso vai mudar a partir da época de 2018/2019.

O Comité Executivo da UEFA resolveu começar parte dos jogos mais cedo e outra parte ligeiramente mais tarde do que é habitual. Assim sendo, e a cada jornalada da “Champions”, disputar-se-ão dois jogos às 18h00 e os restantes às 20h00.

Mas há mais novidades na calha. Todos os países, num total de 55 federações europeias de futebol, vão poder disputar a prova, uns com acesso direito à fase de grupos, outros por via das pré-eliminatórias. A novidade é que a partir de 2018/19, sempre que um campeão nacional for eliminado numa pré-eliminatória (no caso, antes da terceira, a que dá acesso à Liga dos Campeões), será encaminhado para a Liga Europa, não deixando de competir nas provas europeias desse ano — apesar da eliminação precoce na “Champions”.

Outra medida que a UEFA vai implementar é a do cálculo dos coeficientes por país. Hoje, quanto mais os clubes nacionais vencerem na prova, mais pontos são atribuídos no coeficientes do país. E quanto mais pontos, mais lugares (e com melhores “condições”, alguns de acesso direito) são disponibilizados para disputar as provas europeias. Assim sendo, e partir de 2018/2019, cada clube contribuirá com 20% dos seus resultados para este coeficiente.

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A ideia da UEFA é evitar que os países com mais clubes (e melhores, como é o caso das principais ligas europeias: Espanha, Inglaterra, Alemanha ou Itália) em prova tenham vantagem sobre países com apenas um clube em prova, mesmo que esse clube (solitário) venha a conseguir um desempenho de relevo na Liga dos Campeões. Por exemplo, se um clube português (Benfica, Sporting ou FC Porto, por exemplo) vencer a Liga dos Campeões e os restantes forem eliminados logo na fase de grupos ou na pré-eliminatória, os resultados do campeão beneficiarão mais o pais do que antes.

Os clubes que vencerem a prova milionária terão ainda direito a pontos extra para o coeficiente. Um coeficiente (e, portanto, os lugares de classificação para a Liga dos Campeões a atribuir a cada pais) que será recalculado a cada cinco anos.